Dia da Consciência Negra nas Presenças Salesianas do Brasil
20/11/2023

Dia da Consciência Negra nas Presenças Salesianas do Brasil

Dia da Consciência Negra nas Presenças Salesianas do Brasil

Nesta segunda-feira (20), o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, oficialmente instituído pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data marca a memória da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, localizado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na Região Nordeste do Brasil. Zumbi foi assassinado em 1695, na mesma data de hoje, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Atualmente, diversos estudos buscam reconstruir a biografia desse personagem chave na história de resistência à escravidão no Brasil.

Engajadas na promoção de um mundo mais igualitário e justo, as presenças da Rede Salesiana Brasil (RSB) dedicam-se à discussão de temáticas raciais, envolvendo alunos(as), atendidos(as), equipes e famílias em constantes debates sobre racismo e preconceito. Nesse contexto, conheça algumas personalidades e ações concretas protagonizadas pelas presenças da RSB:

 

GRANDE OTELO, DESTAQUE NO CINEMA E NA TELEVISÃO, É EX-ALUNO SALESIANO

Grande Otelo (1915 - 1993) foi um ex-aluno salesiano que se consagrou como o primeiro artista negro a ocupar uma posição de destaque no cinema e na televisão brasileira no século XX. Ele estudou no Liceu Coração de Jesus, em São Paulo, até o 3º ano do ginásio (atualmente, 8º ano do Ensino Fundamental). Otelo priorizava a educação e acreditava que ela conduziria as pessoas “para frente”, além de ser coroinha e ajudar nas missas.

Grande Otelo se chamava Sebastião Bernardes de Souza. O apelido pelo qual ficou conhecido nacionalmente começou na Companhia Lírica Nacional, onde o jovem tinha aulas de canto. O maestro da época julgava que, quando ele crescesse, poderia cantar a Ópera Otello, de Verdi. Pela sua pequena estatura, inicialmente ele era chamado de “Pequeno Otelo”, mas logo recebeu o apelido de “Grande Otelo”, em reconhecimento ao seu grande talento.

O Liceu Coração de Jesus foi a primeira escola de ensino profissional sistemático a funcionar em São Paulo e as artes sempre estiveram presentes na metodologia de ensino da escola. Havia uma grande variedade de cursos que o Liceu ministrava, incluindo música instrumental, música vocal, desenho, escultura e arte dramática. A construção do teatro (1904-1906) oportunizou o nascimento de expressivos grupos dramáticos e bandas musicais. Os alunos sabiam do valor dos espetáculos, sessões de cinema, concertos e conferências que eram realizados no local. Em 2011, o teatro foi reformado e recebeu o nome de Teatro Grande Otelo, em homenagem a um dos ex-alunos salesianos mais importantes do Brasil no campo das artes.

Confira mais detalhes na matéria do Boletim Salesiano Brasil.

 

ESTUDANTES DO COLÉGIO CASTELO (RJ) VISITAM COMUNIDADE QUILOMBOLA

No início do mês de novembro, o Complexo Histórico Cultural Fazenda Machadinha, localizado no município de Quissamã, recebeu as turmas do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Castelo, localizado em Macaé (RJ). A comunidade histórica representa um dos maiores símbolos de resistência do Brasil. Os estudantes visitaram as origens do local e a contribuição para a formação cultural do município. Um dos destaques é o Memorial Machadinha, construído onde era o antigo salão comunitário.

A visita teve o objetivo de preparar os alunos e alunas para o projeto de fim de ano, onde eles vão falar e debater assuntos sobre Miscigenação da Cultura Brasileira. Além disso, durante a visita, foi descoberto que o Complexo Machadinha é formado pelas ruínas da Casa Grande, o antigo armazém, a capela de Nossa Senhora do Patrocínio e o conjunto de senzalas totalmente restauradas. O Memorial é aberto para visitação, de quinta a domingo, além de feriados.

   

 

PROJETOS "ÁFRICA EM MIM" E "BAHIA EM CANTOS" NOS SALESIANOS BAHIA

Os Salesianos Bahia realizaram uma Mostra Cultural ressaltando aspectos identitários da herança cultural africana que a região possui em sua história. Ao todo, foram realizadas duas ações que tiveram sua culminância no dia 28 de outubro e fazem parte de um projeto de conversação e contextualização de temas sociais em sala de aula, que se alicerça na visão de um aprendizado a serviço da construção de um mundo melhor, alinhada à pedagogia de Dom Bosco e Madre Mazzarello e às exigências contemporâneas.

No Liceu Salesiano do Salvador, foi realizada uma celebração de identidade, diversidade e conexão profunda com o continente por meio do tema “A África em Mim”. As turmas da Educação Infantil mergulharam na beleza e no legado da ancestralidade com danças vibrantes e produções artísticas inspiradoras, em uma rica mistura de cores, ritmos e histórias reunidas em atividades que enalteceram contos africanos, sabores, aromas e biomas locais.

Como um território que compartilha uma ligação profunda com a África, a Bahia é reconhecida como um grande palco de cenário ancestral do continente. Exaltando essa conexão, o Colégio Salesiano Dom Bosco, na Paralela, promoveu um momento de cultura baiana que homenageou o estado enquanto berço da civilização brasileira e lugar culturalmente icônico com o tema “Cantos e Encantos da Bahia”.

      

 

ALUNOS DO SALESIANO DOM BOSCO (RN) PARTICIPAM DE PROJETO SOBRE O COMBATE AO RACISMO NOS ESTÁDIOS

Representantes dos principais times de futebol do Rio Grande do Norte estiveram no Colégio Salesiano Dom Bosco, em Parnamirim (RN), no dia 15 de agosto deste ano, para participar de uma iniciativa sobre o combate ao racismo nos estádios. Durante o ano letivo, os alunos dos 8º anos dos turnos matutinos e vespertinos foram instigados a refletir sobre o racismo no cenário futebolístico. As atividades interdisciplinares ocorreram na sala de aula, na biblioteca, na sala maker, na área externa e na quadra da escola, envolvendo os professores das disciplinas de educação física, português, ensino religioso, empreendedorismo e história.

Partindo das discussões abordadas pelas disciplinas curriculares, foi proposta a criação de cartazes para alertar a comunidade estudantil sobre o tema “Racismo, preconceito e exclusão no futebol: que diferença faz a nossa cor?”. Por meio de uma votação, os estudantes escolheram entre as 42 artes produzidas aquela que melhor representou o tema. O grupo ganhador recebeu camisas dos times do RN autografadas pelos jogadores.

   

 

COLÉGIO SANTA TERESINHA (SP) PROMOVE AÇÃO CONTRA O PRECONCEITO   

Com o foco em lutar contra o racismo, os alunos do 8° ano, do Colégio Santa Teresinha, em São Paulo (SP), iniciaram um projeto contra o preconceito com uma Aula Magna que abordou temas sobre o racismo, o preconceito estrutural e a inclusão. Esse projeto teve início com o Bom Dia e seguirá até o final do ano com outras ações, seguindo o propósito do Colégio de formação integral e ética dos estudantes.

  


ALUNOS DO COLÉGIO LICEU SALESIANO DISCUTEM O RACISMO ESTRUTURAL NO BRASIL

Visando o protagonismo do(as) estudantes e o desenvolvimento do senso crítico, o Colégio Liceu Salesiano, de Campinas (SP), realizou com a unidade curricular eletiva do itinerário formativo de Humanidades da 1ª série do Ensino Médio, o ONU JOVEM, que abordou ao longo do trimestre o tema: “Racismo Estrutural no Brasil: políticas antirracistas em contextos racistas e de segregação socioespacial”.

Durante o período, os alunos foram divididos em sete comitês que se encarregaram de pesquisar aspectos específicos sobre o tema central, tais como: dados e informações empíricas sobre casos de racismo no Brasil; as principais leis que tipificam o racismo e a injúria racial; o estatuto da igualdade racial; a lei que obriga a abordagem da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” na rede de ensino e, por fim, a análise do relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos sobre o racismo, bem como a apropriação do conceito de racismo estrutural tomando por base entrevistas dos professores Silvio Almeida e Djamila Ribeiro, referências acadêmicas no assunto. Ao fim das apresentações orais, foi promovida uma discussão aberta entre os alunos, mediada pelo professor.

   

 

COLÉGIO SÃO JOSÉ REALIZA DEBATE SOBRE O MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Na manhã da última terça-feira (14), o professor Juliano, do Colégio São José, em Resende (RJ), conversou com os alunos durante o Bom Dia sobre "O que é UBUNTU" (nome do projeto de inculturação do Salê de Resende e que foi tema da 37ª Olimpíada Salesiana) e como essa filosofia é tão importante para as boas relações. O povo Bantus, originário da África do Sul, desenvolveu uma filosofia de vida que incentiva e valoriza a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro, despertando em sua comunidade aquilo que aqui é chamado de “amor ao próximo”.

Essa foi uma ação que aconteceu no mês da Consciência Negra, que falou sobre o respeito ao próximo e como existe uma conexão entre todos, independente da cor. O mestre Juliano contou sobre o trabalho desenvolvido com os alunos nos jogos africanos, que inclusive foram apresentados no 2º ExpoSalê.

   

 

IR. CÉSAR FRANCISCO REFLETE SOBRE RACISMO ESTRUTURAL

A Inspetoria de Nossa Senhora Auxiliadora publicou recentemente uma coluna abordando a temática sobre o Racismo Estrutural. Na publicação, escrita pelo Irmão Salesiano César Francisco, o religioso destaca uma frase que o acompanhou ao longo de sua jornada vocacional: "Com Dom Bosco e com os tempos". Ele observa a atuação pastoral de Dom Bosco, enfatizando a não indiferença do fundador diante das realidades que o cercavam, especialmente no que diz respeito à formação e ao bem-estar da juventude. O religioso Salesiano realiza, ainda, uma reflexão sobre o racismo estrutural, abordando as situações cotidianas que geram conflitos na vida dos jovens, destacando o racismo como uma expressão desse problema. Clique aqui e confira na íntegra.

 

UNISALES PROMOVE EVENTO SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UMA PSICOLOGIA ANTIRRACISTA

Em alusão ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira (20), o Centro Universitário Salesiano (UniSales), em Vitória (ES), realiza nesta terça-feira (21), o evento “Formação e Clínica: Partilhando a Construção de uma Psicologia Antirracista”. A ação vai acontecer em dois momentos, no Auditório do UniSales, entre 8h e 11h, e de 19h às 22h.

O evento será dirigido pelas palestrantes Ivana Carneiro Botelho, Luanna Del Carmen Barbosa Mattanó e Sabrina Ribeiro Cordeiro. A participação na palestra garante aos estudantes 3h de Atividades Complementares (ACC). O evento é aberto ao público e voltado para todos os discentes, docentes e educadores do UniSales. Para participar, é preciso realizar a inscrição prévia na página do evento na Plataforma Sympla.

 

10 FILMES SOBRE CULTURA NEGRA

A Inspetoria São João Bosco selecionou 10 filmes e curtas-metragens que promovem reflexões sobre a Cultura Negra, a superação do preconceito e a valorização da ancestralidade. Dentro da perspectiva do Sistema Preventivo de Dom Bosco, a iniciativa incentiva a reflexão e fomenta a promoção da cultura da acolhida e do diálogo nos ambientes salesianos, bem como nos relacionamentos interpessoais do dia a dia. Conheça a seleção completa de obras audiovisuais sobre a temática clicando aqui.

 

PALESTRA NA ESCOLA DOM BOSCO RECIFE LEVANTA REFLEXÕES SOBRE A CONSCIÊNCIA NEGRA

Na última quinta-feira (16), a Escola Dom Bosco, de Recife (PE), realizou uma iniciativa marcante em celebração ao mês da Consciência Negra. A ação, que contou com a participação dos colaboradores, teve como objetivo principal discutir questões relacionadas ao empoderamento preto, destacando a importância de fatores classistas e sociais.

Os participantes foram incentivados a refletir sobre a importância de promover mudanças substanciais na estrutura social, que vão além de gestos simbólicos. A palestra proporcionou uma oportunidade valiosa de expansão de horizontes e aprofundamento de compreensões sobre as complexas dinâmicas sociais que moldam a experiência da comunidade preta no Brasil.

  

 

PROJETO ANTIRRACISTA NO COLÉGIO SALESIANO DOM BOSCO, DE AMERICANA (SP)

A Orientadora Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Finais do Colégio Salesiano Dom Bosco, de Americana (SP), Paula Parolin, relatou como foi pensado e desenvolvido o projeto antirracismo junto aos alunos e professores:

“Em primeiro lugar, voltamo-nos para a forma como a cultura e vivência negra eram realizadas em nossa escola, por isso foi enviada uma pesquisa para todos os professores e descobrimos que existiam ações voltadas para a questão desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, surgiu a dúvida: ‘O que está faltando então?’ Por meio de uma análise mais aprofundada, percebemos que faltavam ações que visassem a representatividade, ou seja, que a cultura e história negra não fossem ensinadas como subserviência, mas sim como potência, beleza e emancipação.

Decidimos iniciar com os professores, através de uma apresentação e roda de conversa baseados nos conceitos de Bárbara Carini, Djamila Ribeiro, Silvio Almeida e Cida Bento. O objetivo era sensibilizá-los para o tema e solucionar as dúvidas que possuíam, além de pensar perspectivas sobre como trabalhar a representatividade negra em todas as disciplinas (sim, de matemática à filosofia, de biologia à língua portuguesa) e em todas as salas (das brincadeiras do infantil às discussões essenciais do médio).

Depois, foi o momento de sensibilizar os alunos do Ensino Fundamental II, uma vez que essa etapa é essencial na construção da personalidade do ser humano. E conseguimos por meio da colaboração da Coordenadora Jumara Biaggi, da Orientadora Paula Parolin, do Diretor de Pastoral Ir. César, da equipe de Professores (em especial os de Conivência e Ética: Roberto Machado, Kelly Z. e Mirielly Carrara), construir com os alunos oficinas antirracistas coordenadas pela Estagiária em Psicologia Social, Maria Antonia Bonfante (vale pontuar que esta possui vasta experiência no Núcleo de Educação das Relações Étnico-Raciais do Unisal). A representatividade foi trabalhada nas oficinas levando em consideração a faixa-etária dos alunos [...]

E para coroar, na quinta-feira (16), foi realizada a palestra ‘Dia 20/11 não tem aula? Por quê?’, despertando a curiosidade e a compreensão deste feriado tão importante para a sociedade brasileira e difundindo a história do povo negro, com destaque para Zumbi e ao Quilombo dos Palmares. Precisamos conhecer mais a história do povo brasileiro de forma integral para construirmos uma sociedade mais justa, solidária, sustentável e inclusiva. Temos um Projeto e gostaríamos de compartilhar com mais pessoas, para construirmos uma sociedade antirracista”.

   

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil (RSB)

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Comunicação salesiana fortalece identidade e missão em encontro nacional de profissionais da educação católica

Representantes de cinco Inspetorias da Rede Salesiana Brasil participaram do ANEC Summit de Comunicação e Marketing 2026, que reuniu profissionais de todo o país em Brasília A comunicação ocupa um lugar cada vez mais estratégico na missão educativa das instituições católicas. Mais do que divulgar ações e iniciativas, comunicar significa tornar visíveis a identidade, os valores e o propósito que sustentam uma instituição e estabelecer relações capazes de fortalecer sua presença na sociedade. Foi com essa perspectiva que representantes de cinco das dez Inspetorias que integram a Rede Salesiana Brasil participaram, nos dias 5 e 6 de agosto, em Brasília (DF), do ANEC Summit de Comunicação e Marketing 2026, promovido pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC). Com o tema “Conexões que transformam: comunicação, propósito e impacto na educação católica”, o encontro reuniu profissionais e especialistas de diferentes instituições de educação católica para dois dias de formação, diálogo e compartilhamento de experiências sobre os desafios contemporâneos da comunicação institucional. A programação abordou temas como comunicação institucional, identidade e missão católica, branding educacional, inteligência artificial, ESG, ciência comportamental, marketing educacional, gestão de crise, reputação e comunicação da educação católica na cultura digital. RSB amplia diálogo e fortalece atuação em rede Participaram do encontro representantes da Inspetoria Madre Mazzarello, Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, Inspetoria São João Bosco, Inspetoria São Pio X e Inspetoria São Luiz Gonzaga. A presença conjunta das Inspetorias reforça uma das características centrais da atuação da Rede Salesiana Brasil: a construção de conhecimento e de estratégias de comunicação de forma integrada, respeitando as particularidades de cada território, mas mantendo uma identidade comum e alinhada ao carisma salesiano. Para Cícero Albuquerque, representante da Inspetoria Madre Mazzarello, a participação no evento contribui para ampliar a compreensão da comunicação como dimensão estratégica da missão. “Estar no ANEC Summit é uma oportunidade de, além de nos integrarmos e nos reconhecermos em nossa identidade educacional católica, ampliar e qualificar o nosso olhar para a Comunicação, uma das dimensões fundamentais da missão da Rede Salesiana.” Segundo ele, a participação em um evento nacional dessa relevância fortalece o trabalho desenvolvido pelas escolas e pelas demais frentes de atuação da Rede, contribuindo para que o carisma salesiano seja comunicado “com autenticidade, proximidade e relevância”, especialmente diante dos desafios e das necessidades das juventudes contemporâneas. Para Andrea Pereira, representante da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, o encontro também representa uma oportunidade de atualização profissional e de fortalecimento da missão. “Representar a Inspetoria Nossa Senhora Aparecida no ANEC Summit de Comunicação e Marketing é uma honra e uma oportunidade de aprendizado. O evento nos permite conhecer novas tendências, trocar experiências e fortalecer nossa missão de comunicar com propósito, sempre alinhados aos valores da educação católica.” A profissional destaca ainda que os aprendizados obtidos durante o encontro contribuirão para uma comunicação cada vez mais humana, inovadora e evangelizadora. Salesiana entre os especialistas do evento A participação da Rede Salesiana Brasil também ganhou destaque na programação do ANEC Summit com a presença de Renata Dantas, coordenadora de Comunicação da Inspetoria São João Bosco, entre as especialistas convidadas para discutir temas relacionados à gestão de crise e reputação nas instituições educacionais católicas. Jornalista e especialista em Comunicação Corporativa, Comunicação Digital, Gestão da Reputação e Gestão de Marcas, Renata possui 25 anos de experiência na área e atua também como consultora e palestrante. Para Renata, a participação em espaços como o ANEC Summit fortalece não apenas os profissionais, mas também as próprias instituições. “Participar do ANEC Summit é sempre uma excelente oportunidade. Um espaço de encontro e de interação entre comunicadores de diferentes redes. A cada ano, a qualidade dos debates se intensifica. As instituições educacionais e seus profissionais saem fortalecidos e se beneficiam com essa troca de experiências, conhecimento e prática.” A coordenadora ressalta que leva para a Inspetoria São João Bosco a convicção de que a comunicação continua exercendo um papel essencial na educação evangelizadora. Comunicação diante de novos desafios A participação no encontro também possibilitou aos profissionais refletirem sobre questões que já impactam diretamente o cotidiano das instituições de ensino, especialmente diante das transformações na comunicação digital e das novas responsabilidades relacionadas à exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. Para Raisa Siqueira, o ANEC Summit representou uma oportunidade de ampliar o olhar sobre esses desafios a partir da experiência de outras instituições católicas. “Participar do ANEC Summit foi uma experiência extremamente enriquecedora. Esses momentos de formação, troca de experiências e direcionamento fortalecem nossa atuação nas instituições católicas e ampliam nossa visão sobre os desafios que enfrentamos diariamente.” A profissional destaca que o momento ganha ainda mais relevância diante das mudanças relacionadas ao uso da imagem de crianças e adolescentes nas redes sociais, especialmente às vésperas do período de campanhas de matrículas. “Neste momento, em especial, vivemos uma fase de grandes mudanças, com a implementação das novas regras para o uso da imagem de crianças e adolescentes nas redes sociais, justamente às vésperas do período de campanhas de matrículas. Poder ouvir como outras instituições católicas estão conduzindo esse processo, compartilhar desafios e conhecer diferentes caminhos adotados traz mais segurança para nossas decisões e, ao mesmo tempo, nos permite contribuir com a experiência que vivemos em nossa realidade.” Para Raisa, entretanto, os desafios contemporâneos da comunicação não podem ser enfrentados apenas a partir de estratégias de mercado. A identidade e a missão das instituições precisam permanecer como referências para as decisões. “Mais do que discutir estratégias de comunicação, o encontro reforçou algo essencial: nossas decisões não podem ser pautadas apenas por práticas de mercado ou por objetivos comerciais. Precisamos manter sempre como referência o nosso carisma católico, os valores que nos unem e o legado de nossos fundadores, para que cada ação de comunicação esteja alinhada à missão evangelizadora e educativa de nossas instituições.” Comunicação como estratégia de missão As reflexões realizadas durante o encontro reforçaram que a comunicação educacional passa por profundas transformações. A expansão das plataformas digitais, o avanço da inteligência artificial, as mudanças no comportamento dos públicos e os novos desafios relacionados à reputação exigem das instituições uma comunicação cada vez mais estratégica, integrada e coerente com sua identidade. Nesse cenário, a comunicação deixa de ser compreendida apenas como uma área operacional e passa a ocupar um papel estratégico na gestão institucional, contribuindo para fortalecer vínculos, proteger a reputação, dialogar com diferentes públicos e tornar mais visíveis a identidade e o propósito das organizações. Para Eduardo Schmitz, representante da Inspetoria São Pio X, participar do encontro também significa fortalecer o atendimento às escolas e ampliar a capacidade de atuação estratégica da Inspetoria. “É uma busca estratégica por fortalecer o atendimento à rede de escolas da Inspetoria, enquanto olhar do Centro Inspetorial para a Rede de Escolas. É também uma grande oportunidade de troca de experiências, de aproximação com outras redes educacionais do segmento católico e, acima de tudo, de atualização dos conhecimentos que precisamos ter ao longo da caminhada profissional.” Conexões que fortalecem a educação salesiana Ao reunir profissionais de diferentes Inspetorias em um mesmo espaço de formação e diálogo, o ANEC Summit possibilitou à Rede Salesiana Brasil ampliar conexões, compartilhar práticas e conhecer novas perspectivas para o desenvolvimento da comunicação institucional. A experiência reforça a compreensão de que comunicar a missão salesiana exige mais do que presença nos diferentes canais. É necessário compreender os públicos, fortalecer vínculos, proteger a reputação institucional e, sobretudo, traduzir para a sociedade aquilo que está no centro da proposta educativa salesiana: uma educação que evangeliza, forma integralmente e contribui para a transformação da realidade. A participação das Inspetorias no encontro reafirma, assim, o compromisso da Rede Salesiana Brasil com uma comunicação profissional, integrada e alinhada ao seu propósito, capaz de dialogar com os desafios do presente sem perder de vista a identidade construída a partir do carisma de Dom Bosco e de Madre Mazzarello. Mais do que dois dias de formação, o ANEC Summit deixou para a comunicação salesiana novas conexões, conhecimentos e perspectivas para fortalecer uma missão que também se realiza pela capacidade de comunicar, estabelecer relações e gerar impacto na vida das pessoas.

20 Anos da Lei Maria da Penha: Da formação salesiana ao marco histórico na defesa das mulheres

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei celebra duas décadas de transformação social. A história da legislação entrelaça-se com o orgulho da Rede Salesiana Brasil em ter Maria da Penha como ex-aluna. Neste dia 7 de agosto, o Brasil celebra os 20 anos da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica e familiar no país. Para a Rede Salesiana Brasil (RSB), a data carrega um motivo especial de celebração e orgulho: a mulher que empresta seu nome e sua coragem a este marco legal é ex-aluna salesiana do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza (CE). Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica bioquímica e mestre em Parasitologia, estudou na instituição salesiana entre 1960 e 1962, onde cursou o então Curso Científico. A formação humanista, pautada nos valores de justiça, igualdade, dignidade e respeito, valores promovidos pelo Sistema Preventivo de Dom Bosco, contribuiu para moldar o caráter, a resiliência e a determinação de uma jovem que viria a transformar a legislação de uma nação inteira. Uma Trajetória de Luta e Resiliência A história de Maria da Penha é marcada pela bravura após ser vítima de violência doméstica que a deixou paraplégica. Diante de duas décadas de impunidade, ela não se calou. Publicou a obra “Sobrevivi… Posso contar” e levou sua denúncia a instâncias internacionais, liderando a mobilização que culminou na criação da Lei nº 11.340, sancionada em 2006. A lei revolucionou o sistema jurídico brasileiro ao tipificar a violência doméstica, criar os Juizados Especializados, proibir penas alternativas para agressores e estabelecer as cruciais Medidas Protetivas de Urgência, que já salvaram milhares de vidas em duas décadas de vigência. O Regresso às Origens e as Memórias do Colégio Em uma visita de profunda emoção ao Colégio Juvenal de Carvalho, em 2024, Maria da Penha reencontrou as salas, corredores e pátios que frequentou em sua juventude. Acompanhada pela comunidade educativa e por religiosas que mantêm vivo o carisma da instituição, a ex-aluna percorreu os espaços significativos de sua formação, reencontrando as sucessoras de suas antigas mestras. A visita fez parte das gravações do documentário produzido pelo Instituto Maria da Penha, eternizando o vínculo entre sua trajetória de vida e o ambiente escolar onde consolidou suas bases cidadãs. Educação para a Formação de Bons Cristãos e Honestos Cidadãos Para a Família Salesiana, celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha reafirma a convicção no poder transformador da educação. A jornada da ex-aluna salesiana Maria da Penha evidencia que cada jovem carrega em si o potencial de impactar a sociedade e construir um legado transformador, independente das situações que a vida lhe impõe. Ao homenagear Maria da Penha Maia Fernandes nesta data histórica, a Rede Salesiana Brasil renova seu compromisso com uma educação integral, pautada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos e na formação de cidadãos engajados na construção de um Brasil livre de qualquer tipo de violência contra as mulheres. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações dos Salesianos do Nordeste Fotos: Stenio Willamy

Em homenagem às Irmãs Salesianas, música marca o 5 de agosto das FMA

O Âmbito da Comunicação da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, encontrou-se com Lucas Nistler, um jovem em período de discernimento que está fazendo uma experiência formativa com os Salesianos de Dom Bosco. Lucas Nistler é natural do estado de Santa Catarina, especificamente da cidade de Lontras, e atualmente, na condição de noviço, mora e estuda em Jaboatão dos Guararapes (PE), na comunidade Salesiana São Sebastião. Neste encontro com Lucas, um bate-papo “musical” interessante! Âmbito da Comunicação: Quem é Lucas Nistler? Lucas Nistler: Sou filho de Marcelo e Roseli Aparecida, tenho um irmão chamado Miguel. Nasci em 19/12/2000 e sempre fui muito criativo em minhas brincadeiras e expressões, o que depois se estendeu para o ramo musical e hoje é minha maior ferramenta na evangelização.Minha caminhada com a música vem do berço onde, desde muito novo, cantava e dançava com meus familiares; aos 12 anos comecei a aprender a tocar acordeom e isso mudou completamente a minha vida. Aos 15 já ministrava algumas aulas e animava algumas festas como músico. Com o passar do tempo, a música se tornou a minha profissão e companheira inseparável de vida.Foi através da música que cheguei a uma escola salesiana como educador, depois me encantando com a Pastoral Juvenil e, em seguida, com o desabrochar da minha vocação salesiana.  Âmbito da Comunicação: Você toca diversos instrumentos, estudou música, toca e canta, é compositor. O que a música representa para você? Qual espaço ela ocupa em sua vida e em sua rotina? Lucas Nistler: Pela música eu sempre consegui expressar o que eu sentia e por ela consigo comunicar a mensagem que desejo levar ao mundo. Desde a adolescência fiz do meu canto a minha voz e da minha história uma canção. Creio que a música foi a estrada pela qual Deus me conduziu para fazer a diferença na vida das pessoas e, por isso, eu não consigo imaginar um Lucas sem a música.  Âmbito da Comunicação: Quantas músicas você já compôs? De onde nasce a sua inspiração? Ou melhor, quanto tem de inspiração e quanto tem de esforço em cada composição? Qual das suas composições é a pupila de seus olhos? Lucas Nistler: Eu vejo a composição como um caderno onde eu escrevo a minha caminhada e as minhas percepções, então tenho diversas composições que retratam as diversas fazes que passei na minha caminhada de 25 anos.A inspiração vem como o vento, é uma luz enviada por Deus e eu não deixo passar despercebida, ando sempre pronto para anotar versos ou ritmos que chegam.As composições que já estão lançadas são as nove que compõe o álbum «Corações Ardentes, Pés a Caminho» que lancei em maio deste ano; «Madrecita» que compus no ano passado e foi lançada pela Rede Salesiana Brasil em memória da canonização de Santa Maria Troncatti e «Dom Bosco em nós», composta como tema para o ano pastoral da Inspetoria Salesiana São Pio X [de Porto Alegre - RS], da qual sou natural.Atualmente, tendo em vista o meu discernimento na fase do noviciado, a música que não sai da minha cabeça é «Dom Bosco, pai e mestre» que fala um pouco da minha alegria em seguir Dom Bosco e como ele me inspira e me ensina a cada dia. Âmbito da Comunicação: A música pode transformar a vida de alguém, no caso, de um jovem? Como seria isso? O que é preciso para que a música “trabalhe” o ser humano? Lucas Nistler: A música teve papel fundamental na minha vida e no meu crescimento, principalmente na dimensão da comunicação, da emoção e do espiritual. Creio que para além de «tocar ou cantar bem», a música é uma ferramenta que muda realidades e pessoas. Durante uns 10 anos fui professor de música, área na qual me formei e me especializei para potencializar o efeito da educação musical na vida dos meus educandos. Para a música trabalhar o ser humano, eu insisto como insistia com meus alunos quando dizia: «Sintam a música vibrar em vocês. É nessa hora que o coração e o som pulsam no mesmo ritmo».  Âmbito da Comunicação: Você compôs uma música que tem por título «Filhas de Maria Auxiliadora». Ela vai ser lançada no dia 5 de agosto, no aniversário de fundação do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Parabenizamos pela composição, Lucas, e desejamos que muitas outras canções possam preencher nossos dias de alegria e esperança. Fale-nos um pouco sobre esta música. Em que momento ela nasceu? Qual foi a fonte de inspiração? Qual a importância de compor uma música dedicada às FMA? Onde ou a quem você gostaria que ela chegasse? Lucas Nistler: A primeira casa salesiana que eu adentrei foi o Instituto Maria Auxiliadora, de Rio do Sul (SC), na qual fui professor de musicalização infantil e onde eu pude beber da espiritualidade salesiana tendo o testemunho diário das Irmãs [salesianas] que lá estavam. A música nasceu justamente para o aniversário do Instituto, porém, para uma homenagem interna na qual eu queria retratar aquilo que eu via sendo vivenciado pelas FMA da casa. O amor que elas me ensinaram a ter pela vida salesiana foi um dos motivadores da minha escolha vocacional e, por isso, até hoje considero essa casa como o berço da minha vocação. Gostaria que ela chegasse a muitos lugares, mas para além das distâncias, gostaria que ela chegasse ao coração daqueles que a escutarem e assim possam sentir a beleza desse carisma como eu também senti.  Âmbito da Comunicação: Por fim, qual a frase/expressão da música «Filhas de Maria Auxiliadora» que tem mais significado para você? Por quê? Lucas Nistler: Acho que a expressão é «ter no rosto um sorriso por ser essa missão», quando a vida consagrada passa de simplesmente ter uma missão para ser a própria missão. Neste ponto eu via que a presença, a oração, o olhar, o ouvir… tudo isso eram as Salesianas e tudo isso era a missão. Eu me inspirei nessa frase que compõe a música para falar daquilo que Dom Bosco já queria - «um monumento vivo» - para nossa Mãe Auxiliadora, e acredito muito que a representação do amor de Maria por seu Filho e pelos pequenos está vivo e é testemunhado diariamente pelas Filhas de Maria Auxiliadora. Agradeço de coração ao Instituto por todo o carinho e pela contribuição no meu processo de discernimento vocacional. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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