Dia do Padre: Celebrando o Chamado à Vocação Sacerdotal
04/08/2024

Dia do Padre: Celebrando o Chamado à Vocação Sacerdotal

Dia do Padre: Celebrando o Chamado à Vocação Sacerdotal
Fotos: Acervos pessoais dos sacerdotes salesianos mencionados

Com o objetivo de destacar a importância de cada chamado e incentivar os fiéis a refletirem sobre seu papel na missão evangelizadora da Igreja, agosto foi escolhido como o mês das vocações. Cada semana deste mês é dedicada a uma vocação específica. Primeira Semana: Vocação sacerdotal; Segunda Semana: Vocação à família e à paternidade; Terceira Semana: Vocação à Vida consagrada; Quarta Semana: Vocação dos leigos e catequistas.

Nesse contexto, no Brasil, em 4 de agosto comemora-se o Dia do Padre em homenagem a São João Maria Vianney, o padroeiro dos sacerdotes. São João Maria Vianney foi um sacerdote francês, conhecido como o Cura d'Ars, que se destacou por sua vida dedicada à oração, ao serviço pastoral e ao sacramento da confissão. Sua figura é um exemplo de devoção e compromisso com a vocação sacerdotal, inspirando padres em todo o mundo a seguir sua missão com amor e dedicação.

O sacerdócio é uma vocação de serviço e amor. Os padres desempenham um papel crucial na vida da Igreja, atuando como pastores, líderes espirituais e guias comunitários. Eles são responsáveis por celebrar os sacramentos, oferecer orientação espiritual e apoiar os fiéis em sua trajetória de fé.

A Rede Salesiana Brasil (RSB) conta com sacerdotes em todo o país que se dedicam à missão da Congregação Salesiana em prol das juventudes, atuando em diversas frentes: Paróquias, Escolas, Obras Sociais, Ensino Superior, Centros de Comunicação, Grupos Juvenis, Missão entre os povos originários. Centrados na formação integral de “bons cristãos e honestos cidadãos”, os padres salesianos perpetuam o sonho de Dom, dedicando seus melhores esforços àqueles que são a “porção mais preciosa da sociedade humana”: os jovens.

“A vocação sacerdotal, como serviço ministerial dentro do carisma salesiano, é parte integrante do espírito que moveu Dom Bosco a iniciar este vasto movimento em favor das juventudes, principalmente as mais vulneráveis. A dimensão sacramental e os aspectos a ela ligados são a base de sustentação da experiência vivencial do carisma em todos os seus horizontes. Por isso, a figura do padre possui espaço e importância na vivência do Sistema Preventivo. O salesiano, porém, é um religioso-padre e não um padre-religioso. A consagração e a vivência profunda dos Conselhos Evangélicos é que regem a vida do salesiano padre. Os vocacionados à vida presbiteral salesiana são, antes de tudo, vocacionados à vida consagrada salesiana e ao exercício ministerial neste horizonte específico do carisma”, conta o Diretor Executivo da RSB, Pe. Sérgio Augusto Baldin Júnior. 

Conheça alguns dos padres que atuam nas presenças salesianas do Brasil e descubra o que traz felicidade dentro do sacerdócio para cada um deles:

PADRE ANDERSON ALVELINO DA SILVA
Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora
Formador de estudantes de Teologia e pároco na Paróquia São João Bosco, no Alto da Lapa - São Paulo (SP) 

“A vida humana já é uma felicidade enorme, e Deus nos dá pessoas que nos ajudam a reconhecê-lo por que somos todos feitos pelo Criador e Pai como sua imagem e semelhança. Então, o que me traz mais felicidade é estar com as pessoas, partilhar suas alegrias e dores na celebração dos sacramentos e outros momentos de formação e divertimento. Sobretudo no sacramento que mais me humaniza, a reconciliação sacramental. Desejo que todos os padres sejam felizes e ajudem outras pessoas a encontrarem o Caminho, a Verdade e a Vida que preenche toda vida no mundo de sentido pleno e amor eterno.”

PADRE EDVALDO NOGUEIRA DA SILVA
Inspetoria São Pio X
Pároco da Paróquia Santo Antônio e Diretor do Centro Educacional Dom Bosco, em Joinville (SC)

“O testemunho do amor de Deus, na vivência do carisma salesiano, junto aos jovens mais pobres.”

PADRE ROBERTO MODESTO CARNEIRO
Inspetoria São João Bosco
Atua na Paróquia São João Bosco, em Brasília (DF)

“Para mim, como padre, o que me traz mais felicidade dentre tantas coisas é poder ser mediador da graça de Deus junto ao Povo, especialmente junto aos jovens. Como ressaltou o Papa Francisco num encontro: ‘um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina. Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia. Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor’.  Ser padre é expressão de uma convocação particular para uma missão específica a serviço do Povo de Deus. A vocação presbiteral não é mérito pessoal, mas escolha do Senhor: ‘Não fostes vós que me escolhestes, mas eu é que vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto’ (Jo 15,16).  Para tanto, dentro desta perspectiva, escolhi uma frase de São Francisco de Sales como lema de minha ordenação: ‘Então Deus tirou-me de mim mesmo para fazer-me seu, a fim de que eu não vivesse mais para mim, mas para Ele e o seu povo’.”

PE. WELINTON FRANCISCO DA COSTA
Pároco em Indápolis, Dourados (MS)

“A vivência do sacerdócio ocorre no dia a dia, nas alegrias e desafios, mas em todos esses momentos Deus está presente e nos ama. O que me traz felicidade no sacerdócio é a oportunidade de anunciar a Palavra de Deus. Bem como, estar mais perto de Jesus através da Eucaristia. E não poderia deixar de citar a alegria de estar mais perto dos jovens e oportunizar a conversão dos mesmos e amor a Jesus. Cada ano que passa sou mais feliz pela vocação. 
Assim como São João Bosco, procuro estar mais perto dos jovens e cativá-los. Acredito que o esporte traz muitas oportunidades de crescimento na vida de nossos jovens. Jogo com eles e procuro ser um pouquinho daquilo que foi nosso Pai e Mestre da juventude.”

 

PADRE WELLINGTON BATISTA DE ABREU
Inspetoria São Domingos Sávio
Diretor e Pároco da Missão Salesiana de Iauaretê, Paróquia São Miguel Arcanjo (AM) 

“São tantos os motivos que me realizam na vida salesiana sacerdotal: poder presidir a Eucaristia e partilhar a Palavra de Deus aos irmãos e irmãs; escutá-los em confissão (amo conversar e escutar) e administrar a Unção dos Enfermos aos idosos e doentes em suas casas e nos hospitais.
A vivência e fraternidade com meus irmãos salesianos e a comunidade local. O estar entre os jovens e adolescentes com frequência, trabalhando com e por eles. Visitar as 55 aldeias / comunidades indígenas ribeirinhas nas itinerâncias, podendo partilhar a vida, o tempo, minha energia e alegria juvenil com aqueles irmãos e irmãs que vivem isolados, que quase não têm a oportunidade de encontrar-se com a Eucaristia e os demais sacramentos. Mesmo chegando muitas vezes morto de cansado, depois das inúmeras cachoeiras para arrastar o bote e as trilhas infinitas com horas e horas de caminhada, vê-los correndo fazendo festa para o porto ao ouvirem o som do motor chegando, para nos acolher com abraços e sorrisos todas as vezes que chegamos, me enchem de vida e vale cada suor ou cansaço. Não tem preço! Enfim, ser missionário entre os povos indígenas, onde aprendo tanto das culturas e me renovo com as belezas naturais e a simplicidade da parcela do rebanho do Senhor confiado a mim. Não me vejo padre sem meus irmãos salesianos e sem o povo de Deus, razões concretas do meu ministério.”

 

Celebrar o Dia do Padre é uma oportunidade de reconhecer e valorizar o papel fundamental dos sacerdotes na vida da Igreja. É também um momento para renovar o compromisso com a missão de evangelizar e servir, seguindo o exemplo de São João Maria Vianney e dos sacerdotes salesianos que dedicam suas vidas ao serviço de Deus e da comunidade.

 

Escrito por Janaína Lima

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Peregrinação a Meruri aproxima jovens de Corumbá da missão salesiana e da cultura Boe Bororo

A peregrinação dos jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS) de Corumbá à comunidade missionária de Meruri, aconteceu entre os dias 12 e 16 de julho. A viagem feita por ocasião das celebrações dos 50 anos do martírio dos Servos de Deus, Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, transformou-se em uma experiência de convivência, espiritualidade e descoberta para os participantes. Ao longo do trajeto, os jovens percorreram cerca de 1.300 quilômetros, passaram por Rondonópolis, participaram das celebrações em Meruri e encerraram o roteiro com um dia de integração em Campo Grande antes do retorno a Corumbá. A convivência começou ainda na estrada A saída do grupo, na noite do domingo (12/07) , já marcou o início da experiência. Entre rostos conhecidos e novos integrantes da pastoral, o clima de expectativa rapidamente deu lugar à convivência. Para Luana Barbosa Regenold, de 15 anos, a viagem começou rompendo barreiras. “Quando saímos de Corumbá eu não conversava com muita gente, por ser nova na pastoral. Ao longo da viagem fui me enturmando e conversando cada vez mais com o pessoal”. A mesma percepção foi compartilhada por Lucymara Paola da Silva Garcia Duarte, de 16 anos. “Entrar no ônibus com rostos conhecidos e desconhecidos foi um turbilhão de sentimentos”, recorda. Segundo ela, a proximidade construída durante o percurso fez desaparecer qualquer insegurança inicial. “Não teve um único momento que me marcou, mas sim a viagem inteira”. Jhony Rojas Cabanhas, também de 16 anos, destaca que as amizades construídas tornaram o longo deslocamento mais leve. “Pude me aproximar mais de pessoas que eu não era muito próximo e também de pessoas que eu nem imaginava. Eu faria tudo de novo sem precisar pensar duas vezes“. A primeira parada aconteceu no Oratório Filhos de Dom Bosco, em Rondonópolis, onde o grupo foi recebido pela comunidade salesiana, representada pelo diretor, P. Vanderson Gomes. Jogos, brincadeiras, momentos de oração e convivência prepararam os peregrinos para a etapa seguinte da viagem. Meruri apresentou uma realidade pouco conhecida pelos jovens Na chegada à aldeia Meruri, o grupo liderado pelo reitor do Santuário de Maria Auxiliadora e Coordenador de Pastoral do Polo Salesiano de Corumbá, P. João dos Santos Barbosa Neto, foi acolhido pelos missionários salesianos e pela comunidade Boe Bororo. A visita à aldeia, o contato com as crianças e o conhecimento da cultura indígena despertaram a atenção dos jovens. “Foi uma oportunidade única de conhecer de perto a cultura indígena e aprender mais sobre seus costumes, tradições e modo de vida”, afirmou Yasmin Marina Ramos da Cruz, de 18 anos. Ela acrescenta que a admiração do povo Boe Bororo por Padre Rodolfo e Simão Bororo foi um dos aspectos que mais a impressionaram durante a visita. Luana também recorda a convivência com a comunidade. “Notei que as crianças estavam sempre muito gratas e felizes com tudo. Sempre havia alguma criança nos acompanhando durante a caminhada pela aldeia”. Celebrações aproximaram os jovens da história dos mártires Ainda na primeira noite em Meruri, os peregrinos participaram da Via Sacra dos mártires realizada pelas ruas da aldeia. Em cada estação foram apresentados testemunhos sobre a vida e o martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo. Um dos versículos proclamados durante a celebração permaneceu na memória de Luana: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. No dia seguinte, os jovens participaram da procissão que começou no cemitério da comunidade indo até a celebração eucarística em memória dos dois Servos de Deus. A missa, que reuniu elementos da cultura Boe Bororo na liturgia católica, com danças tradicionais e o canto da Ave Maria na língua indígena, encantou os jovens. André Gimenez da Silva, de 17 anos, afirmou que a celebração ampliou sua compreensão sobre a missão salesiana. “Cada momento vivido ali teve um significado especial e me fez refletir sobre a importância da fé, da união e da simplicidade”. Brenda Lohayne dos Santos Garay, de 19 anos, também destacou o impacto da experiência. “Voltei dessa missão com o coração cheio de gratidão e com a certeza de que ela não termina aqui”. Caminhada ao morro tornou-se símbolo da peregrinação Outro momento bastante lembrado pelos participantes foi a caminhada até o morro próximo à aldeia. A subida exigiu esforço físico, mas a paisagem e a convivência transformaram o percurso em uma das lembranças mais marcantes da viagem. Brenda descreveu a atividade como “uma experiência única, daquelas que ficam guardadas para sempre na memória”, enquanto Khalil Siqueira Gonçalves, de 16 anos, recordou o clima de descontração vivido durante todo o percurso. “Passamos pelo rio, enfrentamos subidas e até algumas quedas, mas tudo valeu a pena ao contemplarmos a vista lá de cima”. Além da caminhada, Khalil destaca outro aspecto da peregrinação. “Poder rezar e ouvir os testemunhos sobre Simão e o padre Rodolfo fez com que eu refletisse sobre o motivo de estar ali. Aprendi o verdadeiro valor da amizade e da alegria de estar ao lado dos nossos amigos.” Viagem deixa marcas para além do percurso Após as celebrações em Meruri, o grupo seguiu para Campo Grande, onde participou de um momento de convivência antes do retorno a Corumbá. Embora o dia de lazer apareça nas lembranças dos jovens como um encerramento alegre da peregrinação, os depoimentos convergem para um legado mais profundo. As amizades construídas durante o caminho, a acolhida recebida pela comunidade Boe Bororo, o contato com missionários salesianos e o testemunho de Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo aparecem como os elementos que mais marcaram a experiência. Ao resumir o significado da peregrinação, Khalil afirma: “Se tenho um amigo em quem posso confiar como um irmão, tenho um motivo para ser feliz”. A frase sintetiza um sentimento compartilhado pelos participantes, que retornaram a Corumbá levando consigo não apenas a lembrança de uma viagem, mas a experiência de uma comunidade que continua encontrando na amizade, na fé e na missão os caminhos para anunciar o Evangelho. Fonte: Assessoria de comunmicação da Missão Salesiana de Mato Grosso

Jovens da AJS e Família Salesiana de Campo Grande vivem o Cinquentenário dos Mártires em Meruri

Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Uma caravana formada por 42 pessoas da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande (MS), participou das celebrações pelos 50 anos do martírio do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, realizadas entre os dias 14 e 15 de julho, na Terra Indígena de Meruri (MT). O grupo foi composto por jovens da Articulação da Juventude Salesiana (AJS), integrantes da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), Salesianos Cooperadores,  e Irmãs do Instituto Jesus Adolescente e outros membros da Família Salesiana. A peregrinação teve início na noite de 13 de julho, com saída da matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e chegada à aldeia de Meruri na manhã do dia seguinte. A peregrinação foi organizada pela assessora adulta da AJS, Eliamara Jacquet, que contou com o apoio e a acolhida do pároco, Padre Orozimbo de Paula Jr., que incentivou a vivência desse momento de fé e memória junto à comunidade salesiana de Meruri. A celebração recordou os 50 anos do martírio de Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo, mortos em 15 de julho de 1976 durante a defesa do povo Bororo e de seus direitos. Fé, memória e encontro com a missão Durante os dias de peregrinação, os participantes acompanharam a programação preparada para o jubileu, que reuniu missionários, povos indígenas, religiosos, leigos e jovens de diferentes regiões do Brasil. Entre as atividades estiveram o Oratório, visitas à comunidade indígena, momentos de convivência, a Via Sacra dos Mártires, a Santa Missa Jubilar e a subida ao morro, experiência marcada pela oração e contemplação. Para o jovem Gabriel Tavares, da AJS da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, um dos momentos mais marcantes foi a caminhada até o alto do morro. “A subida do morro no início da manhã parecia cansativa, mas logo o cansaço deu lugar à alegria. Rindo e caminhando juntos, o sono e a preguiça ficaram para trás. Atravessar o riacho foi muito divertido e a trilha tornou-se leve. Tudo, porém, foi recompensado no topo: contemplar o sol nascendo sobre as terras ao redor foi um momento de oração. Ali percebemos o quanto Deus é maravilhoso em suas obras”. A aspirante dos Salesianos Cooperadores Vera Desmarest, do Centro Local São Paulo VI, destacou que a celebração a fez compreender de forma ainda mais profunda o significado da entrega vivida pelos mártires.“A celebração foi muito bonita e emocionante. Ao recordar a história desses dois mártires, fui levado a refletir sobre o significado da entrega da própria vida. Compreendi que doar-se não significa apenas chegar ao derramamento do sangue, mas viver diariamente uma existência colocada a serviço dos irmãos e irmãs, especialmente dos mais pobres, dos vulneráveis e daqueles que têm seus direitos ameaçados. Saio dessa experiência profundamente tocada pelo testemunho do padre Rodolfo e de Simão Bororo. O exemplo de ambos fortalece em mim o desejo de viver uma fé comprometida com a defesa da vida, da dignidade humana e da justiça”. O aspirante José Antônio ressaltou a acolhida da comunidade salesiana e a organização das celebrações.“Fui recebido como em toda casa salesiana, com alegria, educação e o costumeiro sorriso que acolhe quem chega. Ficamos bem alojados, com boa estrutura. A Carla e o Leandro sempre estiveram disponíveis para dúvidas e informações. O passeio pela aldeia foi muito esclarecedor e enriqueceu nossa experiência. Tudo foi muito bem pensado e organizado. A subida ao morro uniu momentos de descontração e fé. A celebração mostrou que, mesmo recordando a morte dos Servos de Deus, celebramos o reconhecimento da coragem deles como mártires”. A jovem Júlia de Lima Ribeiro destacou que a peregrinação fortaleceu sua vivência de fé e missão.“Para mim foi uma experiência muito especial. Sair da zona de conforto me fez entender que podemos servir a Deus em qualquer lugar. Na subida ao morro aprendi o valor do silêncio e da oração. Mesmo sendo breve, nossa passagem mostrou mais uma obra que os Salesianos realizam com fidelidade ao sonho de Dom Bosco. Volto para casa agradecida e com o desejo de continuar vivendo essa missão que transforma vidas”. Também integrante da AJS, Gabi Sandim ressaltou o contato com a história da missão salesiana.“Meruri foi uma experiência única. Aprendemos muito sobre nossa história e sobre o testemunho dos mártires. Saí de lá com o coração renovado e voltaria para outra missão com certeza”. A Coordenadora dos Salesianos Cooperadores Sandra Aparecida destacou que a peregrinação fortaleceu a compreensão da missão cristã e do diálogo com o povo Boe-Bororo. “Conhecer essa história foi um convite a refletir sobre o verdadeiro sentido da missão cristã: doar a própria vida em favor dos irmãos, especialmente daqueles que mais necessitam de proteção, justiça e esperança. A peregrinação também proporcionou um encontro enriquecedor com a cultura do povo Boe-Bororo, permitindo conhecer aspectos de sua história, suas tradições e seus valores. Essa convivência reforçou a importância do diálogo intercultural e do respeito às diferentes expressões culturais”. Fortalecimento da espiritualidade salesiana A presidente da ADMA do Centro Local Paulo VI, Elisângela Jacquet, afirmou que a participação nas celebrações reforçou o compromisso da Família Salesiana com o carisma de Dom Bosco. “Conhecer Meruri foi testemunhar a beleza da missão salesiana: educar com o coração, evangelizar com alegria e servir com amor. Estar presente aqui, no Jubileu do Martírio do Beato Simão Bororo e do Padre Rodolfo Lunkenbein, torna esta experiência ainda mais profunda. É caminhar sobre uma terra regada pelo sangue de testemunhas que deram a vida pelo Evangelho e pelos povos indígenas. Esta passagem certamente fortalecerá ainda mais o nosso compromisso com a espiritualidade de Dom Bosco e de Maria Auxiliadora e nos inspirará a continuar anunciando Cristo com a mesma coragem e doação”. A Salesiana Cooperadora Cristina Stoppa afirmou que conhecer Meruri permitiu vivenciar de perto a missão iniciada pelos primeiros salesianos entre o povo Bororo.“Há viagens que nos levam a um lugar. Outras nos conduzem a uma experiência capaz de transformar o nosso olhar, fortalecer a nossa fé e renovar o sentido da nossa vocação. Assim foi a minha primeira visita à Aldeia Meruri. Como Salesiana Cooperadora, tive a graça de participar das celebrações do Jubileu dos 50 anos do martírio do Padre Rodolfo Lunkenbein e do indígena Simão Bororo. Estar presente nesse momento histórico foi muito mais do que acompanhar uma comemoração. Foi mergulhar em uma história de amor, coragem, fidelidade ao Evangelho e compromisso com a dignidade humana. Conhecer a presença salesiana de Meruri foi contemplar, de perto, a concretização do sonho missionário de Dom Bosco”. Ao término da peregrinação, o grupo agradeceu ao diretor da presença salesiana de Meruri, Padre Ângelo César Cenerino, pela acolhida durante os dias de celebração, bem como aos salesianos, voluntários e comunidades que colaboraram na organização do jubileu. Para os participantes, a experiência permitiu conhecer de perto a história da missão salesiana entre o povo Boe-Bororo, renovar o compromisso com os valores do Evangelho e fortalecer o carisma salesiano inspirado no testemunho do Servo de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo.

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