Romeiros do Nordeste celebram a 81ª Romaria da Família Salesiana
24/09/2024

Romeiros do Nordeste celebram a 81ª Romaria da Família Salesiana

Romeiros do Nordeste celebram a 81ª Romaria da Família Salesiana
Foto: Inspetoria São Luiz Gonzaga

Neste último domingo (22), a devoção, a alegria e a gratidão marcaram a 81ª Romaria da Família Salesiana, reunindo milhares de romeiros do Nordeste, em Jaboatão dos Guararapes (PE), local carinhosamente chamado de “Belém Salesiana”.

No início da manhã, a Capela de São Sebastião já estava lotada para a Concentração e Récita do Terço, presidida pelo Pe. Délio Mota, sdb, Coordenador Nacional da Associação dos Devotos de Nossa Senhora Auxiliadora (ADMA), com a participação do Pe. Francisco Inácio, Inspetor Salesiano.

Em seguida, após as saudações do Pe. Cleyton Coutinho (Delegado para a Família Salesaiana) e do Pe. Francisco Inácio, o grupo Ruah (Paróquia São João Bosco – Caetés, PE) e a Sociedade Musical 15 de Agosto animaram a caminhada dos romeiros em direção à Colônia Salesiana São Sebastião. Após a calorosa acolhida festiva, realizada pelo Pe. Francisco Demontier, e a comunidade Petrus, a programação Mariana continuava em diversos locais da Belém Salesiana.

Na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, o Pe. Délio Mota conduzia o Ofício da Imaculada Conceição com a presença de diversos grupos da ADMA e fiéis do Nordeste; na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, o Terço realizado com as irmãs Salesianas, Medianeiras da Paz, de Jesus Adolescente e da Caridade de Jesus e no Salesiano Jaboatão (Colégio destinado 100% para bolsas filantrópicas), o Terço com crianças e jovens. Enquanto isto, Padres salesianos da Inspetoria São Luiz Gonzaga recebiam o povo de Deus, no Pátio Interno na Colônia para confissões.

Às 12h, na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, a Adoração ao Santíssimo foi presidida pelo Pe. Antonio João Neto, sdb; um momento de muita emoção com a participação de diversos grupos da Família Salesiana. Apresentações culturais também traduzem a alegria da Festa da Auxiliadora.

No pátio externo, a Sociedade Musical 15 de Agosto, animou os fiéis com canções populares, animando o público com a essência do carisma de Dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora. O Pe. João Carlos, vice-inspetor salesiano e delegado para a comunicação social, animou a Romaria com canções Mariana e grandes sucessos de sua carreira, além de momentos de evangelização e muita interação com o público. Em seguida, a Celebração Eucarística foi presidida pelo Pe. Francisco Inácio e concelebrada por salesianos do Nordeste.

Onde há presença salesiana, há sempre o protagonismo e entusiasmo dos jovens e crianças, e, na Romaria, esta realidade ganhou ainda mais alegria com a Coroação de Nossa Senhora, realizada por Maria Flor, CJC Mirim – Chã do Esconso (Distrito de Aliança – PE).

Antecedendo a Benção de Nossa Senhora Auxiliadora, aconteceu o sorteio da imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, que teve a comunidade de Lajedo (PE) como a grande vencedora.

A Romaria da Família Salesiana constitui-se como um marco significativo entre as programações anuais da Inspetorial. É uma maravilhosa expressão de fé e devoção, além de um espaço de oportunidades de estreitarmos os laços de Família. No território da inspetoria, são muitos os grupos da Família Salesiana e a preparação deste evento envolve a todos, fazendo crescer o comprometimento.

“A Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora é um monumento de visível devoção, um ponto também de unidade na vivência do carisma daqui, simbolicamente Nossa Senhora, a Mãe de nossa família alcança com sua bênção a todas as realidades de nossa missão.
Concluímos mais uma edição e já projetamos as nossas intenções para a 82ª edição da Romaria, no dia 19 de outubro de 2025.”

(P Francisco Inácio | Inspetor Salesiano)

“A Romaria é um encontro anual dos grupos da Família Salesiana no Nordeste, um encontro na casa da mãe, renovando laços de amizade, de comunhão e de compromisso missionário.”

(P João Carlos | Vice-inspetor salesiano)

“A Romaria da Família Salesiana é sempre uma grande e bela demonstração de amor a nossa mãe Auxiliadora! Todo esforço e dedicação, principalmente dos que vêm de longe, são recompensados com expressões de satisfação, através dos sorrisos nos rostos e nos abraços apertados, no reencontro dos amigos. É um dia de gratidão e alegria, que se repete a cada ano, e neste, já contamos 81 anos; mas, com certeza, todo ano acontecem novas emoções. A certeza de estar pertinho da Auxiliadora Nossa, sem dúvida, revigora nossa alma e nosso coração de filho(a) e devoto(a).

O sentido de pertença a esta grande família de Dom Bosco, nos faz sonhar e partir com o desejo de voltarmos no ano seguinte, para louvar e agradecer a Deus pela presença materna da Virgem de Dom Bosco em nossas vidas e nossos corações.”

(Ana Inês Martins – ADMA Jaboatão)

Fonte: Inspetoria Salesiana São Luiz Gonzaga

 

 

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Uma missão que continua sendo escrita pelas mulheres de hoje

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Fidelidade, coragem e caridade: a história de três mulheres que escolheram permanecer

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Já Carmen Moreno e Amparo Carbonell permaneceram detidas. Na madrugada de 6 de setembro de 1936, foram levadas ao hipódromo de Barcelona e executadas. Décadas mais tarde, em 11 de março de 2001, o Papa João Paulo II reconheceu oficialmente o testemunho dessas mulheres ao proclamá-las beatas, junto com outros mártires salesianos da perseguição religiosa espanhola. No dia 7 de agosto de 1936, um navio italiano chamado Princesa Joana partiu do porto de Barcelona rumo a Gênova. A embarcação levava religiosas que deixavam o país por decisão das superioras, que desejavam protegê-las do clima de perseguição crescente. Na lista das irmãs que deveriam embarcar estavam também Carmen Xammar, Carmen Moreno e Amparo Carbonell. Contudo, as três não partiram. A razão foi profundamente humana e profundamente evangélica. A irmã Carmen Xammar, então com 54 anos, havia sido recentemente submetida a uma cirurgia e não possuía condições físicas para enfrentar a longa viagem. Diante disso, a vigária inspetorial da comunidade de Barcelona, Carmen Moreno, decidiu permanecer ao seu lado para cuidar dela. Pouco depois, Amparo Carbonell, integrante da mesma comunidade, ofereceu-se para acompanhá-las. Assim, enquanto muitas irmãs buscavam refúgio fora do país, as três escolheram permanecer juntas. A decisão não nasceu de um gesto impulsivo, mas de algo que havia sido cultivado durante toda a vida religiosa: a caridade fraterna. Uma vocação que nasceu no ambiente salesiano A história de Carmen Moreno ajuda a compreender a profundidade dessa escolha. Ela nasceu em 24 de agosto de 1885, em Villamartín, na província espanhola de Cádiz. Filha de agricultores, perdeu o pai ainda na infância. A mãe, Fabiana, mudou-se então com os filhos para Utrera, perto de Sevilha. Foi ali que a família entrou em contacto com o ambiente salesiano. Os Salesianos que dirigiam uma grande obra educativa na região tornaram-se apoio fundamental para aquela família marcada pela perda. Entre eles estava o padre Ernesto Oberti, que ajudou a mãe viúva e seus filhos a reencontrarem estabilidade e esperança. A convivência com o ambiente salesiano despertou nas jovens da família o desejo de dedicar a vida a Deus. Carmen e sua irmã mais velha, Paz, ingressaram no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Carmen fez sua primeira profissão religiosa em 22 de outubro de 1908, na cidade de Écija. Anos depois, em 20 de setembro de 1914, professou seus votos perpétuos. Ao longo da vida, exerceu diversas responsabilidades educativas: foi professora, assistente de oratório e, posteriormente, diretora de casas salesianas em cidades como Valverde del Camino e Jerez de la Frontera. No verão de 1936, retornou a Barcelona para assumir a função de vigária inspetorial. Quem conviveu com ela lembrava de sua firmeza de caráter, capacidade de liderança e profunda atenção às pessoas. A força silenciosa de uma vida simples Se Carmen Moreno representava a liderança educativa, Amparo Carbonell expressava a força do serviço silencioso. Ela nasceu em 9 de outubro de 1893, na cidade de Alboraya, próxima de Valência, em uma família pobre de agricultores. Recebeu no batismo o nome Maria dos Desamparados — referência à devoção mariana muito presente na região. Logo passou a ser chamada simplesmente de Amparo. Desde jovem experimentou o valor do trabalho e do sacrifício. Ajudava a família na lavoura e aprendeu cedo o significado do esforço cotidiano. Conheceu as Filhas de Maria Auxiliadora em Valência e sentiu ali nascer o desejo de seguir a vida religiosa. O caminho vocacional não foi fácil. Enfrentou resistências da família e até dúvidas dentro da própria congregação, principalmente por sua idade e por ter pouca formação escolar. Apesar disso, foi admitida e iniciou o postulantado em Barcelona Sarriá em 31 de janeiro de 1921. Fez sua primeira profissão em 5 de agosto de 1923 e, seis anos depois, em 1929, pronunciou seus votos perpétuos. Na comunidade, sua missão era simples: cuidar da horta, do jardim e da manutenção da casa. Não realizava grandes atividades apostólicas externas, mas vivia cada tarefa com profunda fidelidade. As irmãs recordavam sua humildade, sua alegria discreta e a disposição constante para ajudar. Um testemunho que fala ao presente A história dessas educadoras não pertence apenas ao passado. Ela continua interpelando o presente. A decisão de permanecer ao lado de uma irmã doente, de cuidar umas das outras e de viver a fraternidade mesmo em tempos de perseguição revela um tipo de liderança profundamente humano — uma liderança que nasce do cuidado. 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Ao longo da história salesiana, muitas mulheres viveram a missão educativa de maneira tão intensa que se tornaram referência de santidade. Entre elas está Laura Vicuña, jovem chilena nascida em 1891, que viveu sua fé com extraordinária profundidade. Educada em um colégio salesiano na Argentina, Laura ofereceu sua própria vida pela conversão de sua mãe, tornando-se um símbolo de amor filial e fidelidade a Deus. Outra figura marcante é Eusebia Palomino, religiosa espanhola conhecida por sua simplicidade e profunda espiritualidade. Durante a Guerra Civil Espanhola, tornou-se referência de esperança e caridade em meio às dificuldades vividas pela população. Também se destaca Maddalena Morano, educadora italiana que dedicou sua vida à formação de jovens na Sicília. Sua capacidade de dialogar com a juventude e sua dedicação à educação fizeram dela uma referência pedagógica dentro da congregação. Na América Central, outra figura luminosa foi Maria Romero Meneses, religiosa nascida na Nicarágua e missionária na Costa Rica. Seu trabalho com jovens pobres e famílias em situação de vulnerabilidade transformou bairros inteiros e inspirou inúmeras iniciativas sociais. Cada uma dessas mulheres viveu a espiritualidade salesiana de maneira concreta, no cotidiano da educação, do serviço e da proximidade com os jovens. Suas histórias mostram que a santidade salesiana nasce no encontro com as pessoas e na dedicação generosa à missão educativa.

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