Em Rede por meio da Música no Dia Internacional da Música
01/10/2024

Em Rede por meio da Música no Dia Internacional da Música

Em Rede por meio da Música no Dia Internacional da Música
Foto: ShutterStock ID 2511684151

O Dia Internacional da Música, celebrado em 1º de outubro, é uma homenagem à arte que transcende barreiras culturais, sociais e linguísticas. Instituída em 1975 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a data visa promover a paz e a amizade por meio da música, destacando o poder desse patrimônio cultural para unir pessoas e fortalecer a identidade humana.

A música, com sua linguagem universal, é capaz de evocar emoções profundas, proporcionar alívio em momentos difíceis e enriquecer a vida cotidiana. Além disso, exerce um papel fundamental na formação intelectual e emocional das pessoas, especialmente no ambiente escolar.

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA ESCOLA
No contexto educacional, a música tem se mostrado uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento integral dos estudantes. Segundo especialistas, o ensino de música nas escolas contribui para o desenvolvimento cognitivo, motor e social das crianças e jovens, além de estimular a criatividade e a capacidade de concentração.

Em várias instituições de ensino, como os colégios salesianos, a música é inserida como parte de uma formação humanística e integral. A música não só enriquece o repertório cultural dos estudantes, mas também promove a socialização e a disciplina, sendo um meio de expressão e de fortalecimento da autoestima. Além disso, estudantes envolvidos com a prática musical tendem a desenvolver habilidades como o trabalho em equipe, essencial em atividades de orquestras e corais.

Conheça algumas ações das escolas salesianas do Brasil que utilizam a música como ferramenta de aprendizado:

Orquestra Salesiana prepara apresentação para o Theatro Municipal do RJ

Estudante Salesiana toca no Rock In Rio Lisboa 2024

Conheça a composição “Quero Sonhar”

Vem aí “O Sonho que faz Sonhar”

 

MÚSICA: TRANSFORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
Além do impacto no ambiente escolar, a música também tem um efeito profundo na vida pessoal de cada indivíduo. Estudos comprovam que ouvir música pode reduzir o estresse, melhorar o humor e até mesmo contribuir para a recuperação de pacientes em tratamentos médicos. A música também é um canal para a expressão de emoções e sentimentos, facilitando a comunicação de experiências que, muitas vezes, não são facilmente traduzidas em palavras.

No contexto social, a música tem o poder de unir pessoas, quebrando barreiras e promovendo a inclusão. Movimentos musicais ao longo da história foram fundamentais em diversas lutas sociais e culturais, reforçando a capacidade da música de ser um instrumento de transformação.

Conheça algumas ações das obras sociais salesianas do Brasil que utilizam a música como ferramenta de transformação:

‘Camerata Jovem ASCP’ realiza primeira apresentação do projeto cultural

Alunos do projeto cultural Salesiano realizam apresentação de danças urbanas

ODIP e o Espetáculo Dançante CulturArte 2023

Orquestra Salesiana celebra conquista cultural e recebe visita especial de FMA

 

EM REDE POR MEIO DA MÚSICA

A Rede Salesiana Brasil (RSB), promovendo o ensinamento de seu fundador que diz que “uma casa salesiana sem música é como um corpo sem alma”, entende o poder de união que a música proporciona. Neste sentido, e fortalecendo o trabalho em prol das juventudes do país, também a RSB se engaja em produções musicais que promovam a paz, a fraternidade, o cuidado com o outro e com a Casa Comum e o fortalecimento da missão salesiana.

Conheça algumas músicas:

“Somos Rede” - Um hino nascido no Encontro Nacional da RSB 

Campanha União Pela Vida

Álbum Madre Mazzarello

Conheça o Hino Oficial em celebração aos 25 anos da Rede América Social Salesiana

Conheça o perfil oficial da Rede Salesiana Brasil no Spotify e nas principais plataformas de streaming.

Neste Dia Internacional da Música, a reflexão que se propõe é sobre o quanto essa arte torna as pessoas mais humanas e como sua presença nas escolas e na vida diária pode moldar um futuro mais harmônico, solidário e criativo. Celebrar a música é, de certa forma, celebrar a vida em todas as suas nuances.

Escrito por Janaína Lima

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Santa Maria Troncatti: "Madrecita" da Amazônia e a Canonização mais recente da Família Salesiana

Celebrada liturgicamente em 25 de agosto, a missionária italiana Filha de Maria Auxiliadora dedicou a vida ao povo Shuar do Equador e intercedeu na cura extraordinária de um indígena da Amazônia. Neste 25 de agosto, a Família Salesiana e a Igreja Católica em todo o mundo celebram a memória litúrgica de Santa Maria Troncatti, a mais recente santa religiosa canonizada do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Nascida na Itália e consagrada à evangelização e à assistência médica na floresta amazônica equatoriana, sua vida foi um testemunho vivo de doação e amor de mãe para com os povos originários. Da Cruz Vermelha à Floresta Amazônica Nascida em Corteno Golgi (Brescia) em 16 de fevereiro de 1883, Maria Troncatti cresceu em uma família numerosa e de fé profunda. Admitida no Instituto das FMA, fez sua Primeira Profissão Religiosa em 1908. Durante a Primeira Guerra Mundial (1915-1918), atuou como enfermeira da Cruz Vermelha no hospital militar de Varazze — uma preparação providencial para o que viria a ser o grande chamado de sua vida. Em 1922, partiu como missionária para o Equador, sendo enviada para o território do povo indígena Shuar. Em meio aos perigos da selva, cruzando rios turbulentos sobre frágeis pontes de cipó ou a nado, Ir. Maria tornou-se o braço forte da assistência social, espiritual e sanitária da região. Carinhosamente chamada pelo povo indígena de "Madrecita" (mãezinha), atuou como enfermeira, cirurgiã ortopedista, dentista e anestesista, mas, sobretudo, como catequista e evangelizadora. A religiosa faleceu tragicamente em um acidente aéreo em Sucúa, no dia 25 de agosto de 1969, data em que agora se celebra sua memória litúrgica. O Milagre da Cura de Juwa Bosco O caminho que levou Santa Maria Troncatti à canonização passou pelo reconhecimento de um fato extraordinário ocorrido no coração da Amazônia equatoriana. No dia 2 de fevereiro de 2015, o agricultor e carpinteiro Shuar, Sr. Juwà Bosco, sofreu um gravíssimo acidente de trabalho na floresta: o fragmento de uma lixadeira quebrou-se e atingiu o lado direito de seu crânio, provocando perda de matéria cerebral e um traumatismo cranioencefálico aberto de extrema gravidade. Internado em estado crítico no Hospital de Ambato, com hemiplegia e perda da fala, Juwà foi desenganado pelos médicos. Ainda antes da cirurgia, seus familiares e a comunidade das FMA de Tuutin Entza confiaram sua vida à intercessão da então Beata Maria Troncatti, colocando um grande quadro com a imagem da "Madrecita" em frente à sua cama. Entre o final de março e o início de abril de 2015, Juwà teve um sonho revelador: a Beata Maria Troncatti apareceu-lhe, massageou seu pescoço e perna, tocou sua boca e garantiu-lhe que na manhã seguinte ele voltaria a andar e a falar. Ao acordar, o paciente experimentou uma recuperação súbita e inexplicável pela medicina. Poucos dias depois, ele já caminhava e falava perfeitamente, deixando perplexo o neurocirurgião responsável, que afirmou estar diante de um "morto ressuscitado". O Reconhecimento da Santidade Após rigorosa análise científica e teológica, o Papa Francisco autorizou a publicação do decreto do milagre no final de 2024, culminando na solene Canonização de Santa Maria Troncatti em 19 de outubro de 2025. Ao celebrarmos esta festa litúrgica, a trajetória de Santa Maria Troncatti reflete a atualidade da missão salesiana: uma presença que cuida da vida, promove a dignidade humana, defende os povos da floresta e testemunha que a confiança em Deus transforma a dor em esperança. Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil e informações do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

3º Encontro Vocacional Feminino reúne jovens em São Paulo para refletir sobre a história e os ensinamentos de Madre Mazzarello

Nos dias 22 e 23 de agosto, a Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP) promoveu, em sua sede no bairro Bom Retiro (São Paulo - SP), o 3º Encontro Vocacional feminino. O evento contou com a participação de nove jovens, acompanhadas por um grupo de Irmãs da congregação, e teve como tema central: “Como Madre Mazzarello, viver para Deus e para os jovens”.  Sob a coordenação da Irmã Gisele Coelho, responsável pela Animação Vocacional da BAP, a programação incluiu a exibição do filme “Main, a casa da felicidade” e três momentos de vivência espiritual intitulados: “Janela da Valponasca”, “A ti as confio” e “Filhas de Maria Auxiliadora”.  Durante as atividades em grupo, as participantes puderam mergulhar na trajetória de Santa Maria Domingas Mazzarello, cofundadora do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Ao conectar a história da santa com suas próprias vidas, as jovens refletiram sobre episódios de alegria, superação de desafios e a construção de um relacionamento íntimo com Deus.  O encontro foi marcado por um ambiente de acolhida e incentivo. As Irmãs Ana Alzira, Gisele, Lucia Aparecida e Terezinha dos Santos conduziram as experiências com palavras de ânimo e fé, convidando cada participante a olhar para sua própria história e a questionar-se sobre os rumos de sua vocação.  A programação, repleta de oração, partilha de vida e confraternização, prepara o terreno para o próximo passo. Em setembro, nos dias 19 e 20, a Inspetoria BAP realizará o último encontro vocacional do ano. A iniciativa terá como foco auxiliar as jovens na elaboração ou revisão de seus projetos de vida, oferecendo suporte para que deem passos cada vez mais firmes e conscientes em direção à sua vocação. Para as jovens que desejam conhecer melhor as Filhas de Maria Auxiliadora, é só entrar em contato pelo site https://vocacaosalesiana.org.br. A Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP) abrange os estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida 

Galeria de fotos na Igreja Santo Antônio, em Massaranduba (SC), é reformada e se torna memorial de vocações

Espaço reúne fotografias de cerca de 80 religiosos e religiosas, de diferentes Congregações e Institutos; nova versão foi inaugurada em fevereiro de 2026 A comunidade católica do Primeiro Braço, no município de Massaranduba (SC), celebrou em fevereiro de 2026 a conclusão de um projeto que resgata e valoriza a história de fé local: a reforma da galeria de fotos de padres, bispos, religiosos e religiosas da Igreja Santo Antônio. O espaço, localizado na sacristia do templo, sempre foi um marco de gratidão e reconhecimento pelas vocações nascidas naquela comunidade, que já soma mais de 80 pessoas que se consagraram a Deus — entre Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), Salesianos (SDB), Franciscanos e outros.  A iniciativa de restaurar e ampliar a galeria partiu da equipe de coordenação da comunidade para o triênio 2024/2026, com o incentivo do então pároco, Padre Tarcízio Paulo Odelli, que é Salesiano de Dom Bosco. Com o tempo, muitas das fotografias originais, expostas há décadas nas paredes, haviam se deteriorado e já não permitiam o reconhecimento das pessoas. Diante disso, a equipe se mobilizou para resgatar imagens em livros, publicações antigas, arquivos de familiares e conhecidos. A contribuição da Irmã Maria Ivone Ranghetti (FMA), que conseguiu diversas fotos consultando o arquivo histórico da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, foi essencial para a atualização do acervo.  "Desde os anos passados, nossa igreja sempre teve o costume de expor os quadros na sacristia como forma de agradecimento e gratidão pelas vocações. Essa reforma é um jeito de manter viva essa memória", destacou um dos membros da comunidade.  A execução do projeto contou com o trabalho voluntário da arquiteta Flávia Maria Surdi, que projetou o novo mobiliário, com a ajuda de sua irmã, Ana Júlia Surdi. A restauração das fotos e a confecção dos novos quadros ficaram a cargo de Kátia Trevisani Pessoni, enquanto a marcenaria foi realizada pela Empresa de Móveis Ranghetti, todos moradores da própria comunidade. Os recursos vieram dos dizimistas locais e de patrocinadores, garantindo que o espaço fosse concluído sem custos extras para a paróquia.  Atualmente, a galeria conta com 23 imagens de Filhas de Maria Auxiliadora, além de diversos religiosos salesianos e de outras congregações. A conservação do espaço está sob responsabilidade da atual coordenação da igreja.  A principal dificuldade encontrada, segundo os organizadores, foi justamente recuperar as fotos mais antigas, cujas imagens precisaram ser buscadas em livros, revistas e documentários publicados décadas atrás. Apesar disso, o resultado foi considerado um "privilégio e uma bênção" para a comunidade.  Vale ressaltar que a tradição de expor os retratos na sacristia é tão antiga quanto a própria Igreja Santo Antônio, construída em 1909. Embora não haja um registro oficial da data da primeira galeria, moradores e membros da comunidade afirmam que a prática existe desde os primórdios do templo.  "É uma alegria ver tantas pessoas que seguiram o chamado de Deus. Esse espaço nos lembra de que somos um lugar de muitas vocações", conclui a coordenação local, que também agradece a todos que colaboraram para que o projeto se tornasse realidade.  No caso das vocações femininas, os registros fotográficos estão assim distribuídos: 23 Filhas de Maria Auxiliadora; 4 Irmãzinhas da Imaculada Conceição; 9 Irmãs Catequistas Franciscanas; 5 Irmãs da Divina Providência; 1 Irmã de São José de Chambéry; 1 Irmã Franciscana da Santíssima Trindade;  1 Irmã Missionária Consolata; 1 Carmelita; totalizando 45 religiosas.  Vale recordar também que a galeria de fotos é um estímulo vocacional para que mais jovens se decidam a seguir Jesus Cristo, entregando sua vida pelo bem da Igreja e da humanidade. Neste ano de 2026, o mês vocacional – agosto – tem por tema central: "Comunidades Vocacionais – Encontro, Testemunho e Missão" – e como lema bíblico: "Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas" (At 2,46). Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida
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