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05/06/2026

Obra Social Dom Bosco comemora 45 anos de missão e de transformação social na zona leste

Celebração em Itaquera reuniu comunidade, Família Salesiana e autoridades locais para recordar a trajetória da instituição, que já realizou mais de 2,8 milhões de atendimentos e segue promovendo educação, cidadania e inclusão social na capital paulista.

No dia 31 de maio, no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista, foi realizada a Celebração Eucarística em comemoração aos 45 anos de fundação da Obra Social Dom Bosco – uma obra a serviço da vida, presença salesiana na região.

A missa foi presidida pelo diretor e pároco, Padre Aramis Francisco Biaggi, e concelebrada pelo membro do conselho e fundador, Padre Rosalvino Morán Viñayo, (com a presença dos salesianos da CEP) e que, ao lado do ecônomo, o Irmão Antônio Carlos Martins, chegaram, há 45 anos, na região do extremo leste da cidade para iniciar o trabalho salesiano no bairro itaquerense.

A celebração contou ainda com encenação teatral, atividades esportivas para a comunidade, além da presença de membros da Família Salesiana e de autoridades locais.

História
A Obra Social Dom Bosco foi fundada no dia 31 de maio de 1981, no bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo – SP. Acompanhada pelo então inspetor, Dom Hilário Moser, o surgimento da instituição definiu transformações significativas, mudando de forma permanente a história da comunidade. Após encontrar um lugar oportuno para iniciar o trabalho social, o então diretor do Instituto Dom Bosco, no bairro central do Bom Retiro, Padre Rosalvino, foi a pé do centro da cidade até Itaquera, onde, ao cair da tarde, olhou para o local e jogou para o alto, repetindo famoso gesto de Dom Bosco, uma medalhinha de Nossa Senhora Auxiliadora e disse: “Mãe querida, se for para eu vir definitivamente para Itaquera, me mostre um sinal lá do céu!”. Três dias depois, Dom Angélico Sândalo Bernardino, Bispo Auxiliar de São Miguel Paulista, ligou para o religioso e lhe disse: “Meu querido irmão, Padre Rosalvino, venha depressa, que precisamos de você e dos Salesianos de Dom Bosco para evangelizar e promover a vida de nossos jovens daqui de Itaquera e região!”. 

Em 45 anos de existência, a Obra Social Dom Bosco já realizou mais de 2.800.000 atendimentos, contemplando mais de 16 mil famílias. Inspirada nos ensinamentos e na pedagogia de São João Bosco, a presença salesiana em itaquera segue em sua missão de contribuir com a construção de uma sociedade justa, humana e igualitária, com atividades socioeducativas aos jovens, crianças, adultos e idosos, na busca por qualidade de vida e de pleno exercício da cidadania das famílias em situação de vulnerabilidade.

Livro: “A Saga do Jaleco Branco”
Durante a celebração, parte da trajetória da Obra e da vida de seu fundador, Padre Rosalvino, foram relembradas em mais uma sessão de autógrafos, para o lançamento do livro que relata a história do “Padre do Jaleco Branco” e que ajudou a mudar, para melhor, a história de Itaquera.

O livro narra a trajetória de vida e a obra social edificada pelo Padre Rosalvino Morán Viñayo, com detalhes desde a sua infância até o início do sacerdócio e do trabalho e dedicação aos mais vulneráveis. 

Não comercializada, a obra tem como propósito ser mais uma fonte de arrecadação de recursos para instituição e para a contribuição no processo de construção da nova igreja da CEP, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Iniciada no terreno em frente à sede da Obra Social Dom Bosco, em Itaquera, a falta de recurso fez com o que projeto fosse paralisado.

A esperança é que, agora, com o livro, o sonho do Padre Rosalvino, de ver a igreja pronta, seja realizado. Para ajudar, basta adquirir o exemplar na sede da Obra Social Dom Bosco, na Rua Dr. Álvaro de Mendonça, 456, em Itaquera, São Paulo – SP, e escanear o QR Code impresso no verso da capa. A doação é espontânea, como destacam as autoras da obra, Maria Margarida Cortez e Margarida de Oliveira: “o que a pessoa sentir no coração e puder contribuir, é um valor que pode ser doado. Estamos muito emocionadas com a chegada deste momento e de poder compartilhar com vocês a história do nosso amado Padre Rosalvino e da nossa obra”.

A celebração dos 45 anos da Obra Social Dom Bosco representou não apenas um momento de memória e gratidão, mas também de renovação do compromisso salesiano com a promoção da vida e da dignidade humana. Ao recordar a dedicação de seus fundadores e os frutos colhidos ao longo de mais de quatro décadas de atuação, a comunidade reafirmou sua esperança no futuro e sua missão de continuar oferecendo oportunidades de desenvolvimento, educação, profissionalização e cidadania às famílias em situação de vulnerabilidade. 

05/06/2026

Algumas presenças salesianas do Brasil na solenidade de Corpus Christi

Memorial histórico da Missão Salesiana no tapete

Com logo, lembranças e imagens, o novo Memorial Histórico da Missão Salesiana de Mato Grosso ficou marcado no tapete de Corpus Christi em Campo Grande. O trabalho foi feito por um grupo de leigos da Paróquia São João Bosco de Campo Grande e teve o acompanhamento do vice-inspetor e curador do Memorial, P. Ademir Lima de Oliveira

Paróquia Universitária São João Bosco

A Paróquia Universitária São João Bosco, coordenada pelo pró-reitor de Pastoral e Assuntos Comunitários da UCDB, P. Elias Roberto, marcou presença no tapete de Corpus Christi em Campo Grande com os símbolos eucarísticos e a logo da paróquia em um longo tapete branco.

Paróquia São João Bosco de Lins

Em Lins, a solenidade de Corpus Christi foi celebrada por centenas de fiéis na matriz da Paróquia São João Bosco. O diretor do Unisalesiano, P. João Marcos de Araújo Ramos, presidiu a Santa Missa, concelebrada pelo pároco, P. Denílson Bezerra Ferreora e pelo vigário paroquial P. Otiles Dirceu da Paixão.

Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – São Paulo VI

Dezenas de leigos, com famílias inteiras, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora de Campo Grande, foram ainda de madrugada para a Avenida Afonso Pena preparar os tapetes de Corpus Christi nos espaços reservados para a comunidade. Até mesmo as crianças se dedicaram ao trabalho e se divertiram misturando as cores dos materiais coloridos. A comunidade levou para os tapetes figuras representativas dos padroeiros das comunidades paroquiais, entre elas, diversos santos salesianos, como São Luís Versiglia e São Calisto Caravaggio. O pároco, P. Orozimbo, acompanhou os trabalhos e abençoou todos os que se voluntariaram na atividade.

Paróquia São João Bosco de Campo Grande

Quase uma semana antes da data da solenidade litúrgica os paroquianos responsáveis pela confecção dos tapetes de Corpus Christi da Paróquia São João Bosco já estavam trabalhando a pleno vapor. Eles reservaram a tarde do sábado para preparar os materiais utilizados na produção das artes. O amarelo vibrante, o azul celeste e demais cores tingiram a serragem e sal para ganhar forma nas ruas da capital de MS na festa litúrgica. O dia também foi reservado à preparação dos moldes das artes. Na quinta-feira, dezenas de voluntários chegaram cedo para a implementação do planejamento nas ruas e ficaram a manhã toda na confecção dos tapetes. O pároco, P. Edson Cardoso Colman, acompanhou as atividades dos leigos.

Santuário de Maria Auxiliadora e Colégio Santa Teresa em Corumbá

Eram pouco mais de 6h da manhã quando as famílias e jovens do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora e também dos alunos e professores do Colégio Salesiano de Santa Teresa tomaram conta das ruas de Corumbá para a confecção dos tapetes para a procissão de Corpus Christi. Os trabalhos seguiram até o meio dia. “Foi um momento de oração e celebração da vida comunitária”, lembrou o reitor do Santuário, P. João dos Santos Barbosa Neto, que também sujou as mãos com tinta e serragem junto com os paroquianos. Houve uma presença significativa de famílias, vovôs e vovós que, com muito entusiasmo, criatividade e dedicação, se envolveram na atividade. A comunidade do Santuário preparou um delicioso lanche para todos os envolvidos com cachorro-quente, refrigerante, suco e café.

Tapete na terra Indígena

A comunidade católica na Terra Indígena Sangradouro, formada pelos povos originários Xavante, também celebrou a festa de Corpus Christi com uma procissão do Santíssimo Sacramento na aldeia. O piso de terra e chão batido ficou longe do glamour das grandes cidades. Mas não faltou amor na preparação dos desenhos no meio da aldeia para a passagem da procissão. Flores coloridas, serragem e cal foram suficientes para criar os desenhos. A procissão liderada pelos missionários salesianos levou o Santíssimo Sacramento para abençoar os espaços das famílias e toda a comunidade local.

Paróquia São Francisco de Assis em Três Lagoas

São Pedro, Nossa Senhora Aparecida, Eucaristia e a Bíblia foram as figuras escolhidas pelos artistas da Paróquia São Francisco de Assis, em Três Lagoas, para adornar os tapetes de Corpus Christi representando a comunidade. O pároco, P. José Alves de Araújo, acompanhou os trabalhos e abençoou os voluntários que se esmeraram na atividade desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (04/06).

Renovação das promessas dos MESCES em Cuiabá

No dia de Corpus Christi, os MESCEs da Paróquia São Gonçalo, matriz paroquial e das comunidades de Capela Santa Rita, Nossa Senhora do Bom Conselho, São Domingos Sávio, São Pedro, São Vicente de Paula, Nossa Senhora de Fátima, Santuário Nossa Senhora Auxiliadora e Caminho Neocatecumenal, renovaram as promessas do seu Ministério. Houve ainda, o envio dos Ministros da Esperança, a 1ª Eucaristia de adultos e a beleza da nossa procissão de Corpus Christi. O pároco, P. Idenílson Lemes da Conceição, conduziu a procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas de Cuiabá, em torno da matriz paroquial.

Procissão no Ginásio do Colégio Santo Antônio

O ginásio do Colégio Salesiano Santo Antônio, em Coxipó da Ponte, Cuiabá, foi preparado especialmente para a celebração de Corpus Christi da Paróquia Nossa Senhora da Guia. O espaço ficou lotado de fiéis que compareceram à celebração da Santa Missa e procissão do Santíssimo Sacramento. O pároco, P. Wellinton Francisco da Costa carregou solenemente o Ostensório percorrendo o tapete confeccionado na quadra esportiva.

Fonte: Missão Salesiana de Mato Grosso

05/06/2026

Polônia – Rumo à beatificação do P. Jan Świerc e seus companheiros mártires salesianos poloneses: programa das celebrações

A beatificação de nove salesianos, educadores e mártires, representa o reconhecimento público de um testemunho de fé que se mostrou mais forte do que a violência, o medo e a morte. No contexto do ódio totalitário da Segunda Guerra Mundial, o P. Jan Świerc e os outros oito Filhos de Dom Bosco permaneceram fiéis a Cristo, à Igreja e à própria vocação salesiana até o fim. Suas vidas e seu martírio evidenciam que a fé não é uma ideia abstrata, mas uma decisão concreta que, nos momentos de provação, exige coragem e fidelidade.

A celebração não se restringe à memória de uma história trágica, mas proclama a vitória do amor sobre o mal. O martírio desses salesianos não foi um gesto de desespero, mas a acolhida consciente da Cruz como caminho de fidelidade a Deus e ao próximo. Nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, símbolos da desumanização sistemática, sua postura tornou-se sinal eloquente de esperança, demonstrando que, mesmo nas circunstâncias mais extremas, o ser humano pode permanecer interiormente livre e fiel à própria consciência.

A beatificação transmite ainda uma mensagem incisiva ao mundo contemporâneo: a fé tem um preço e a missão educativa, assim como a responsabilidade para com os jovens, exige coerência e coragem. Os novos beatos salesianos testemunham que a verdadeira vitória nasce da fidelidade e o sentido da vida se revela na entrega de si. Seu legado permanece atual, como um apelo a escolher, ainda hoje, a verdade, o amor e o bem, sem concessões.

QUANDO: 6 de junho de 2026, às 10h (UTC+2)
ONDE: Santuário de São João Paulo II, em Cracóvia

PROGRAMA DAS CELEBRAÇÕES:

6 de junho – Cracóvia-Oświęcim

–     Cracóvia, 9h – oração preparatória para a celebração da beatificação.

–     Cracóvia, 10h – Eucaristia com o rito de beatificação. A Santa Missa será presidida pelo Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos.

–     Oświęcim, 19h30 – concerto com Magda Anioł e seu grupo; 20h30 – adoração; 22h00 – boa-noite; 22h30 – momentos de convivência e integração.

7 de junho – Oświęcim, solenidade de ação de graças pela beatificação:

–     9h30 – encontro dos jovens com o Reitor-Mor dos Salesianos, P. Fabio Attard

–     11h30 – Eucaristia de ação de graças, presidida por Dom Roman Pindel, Bispo de Bielsko-Żywiec, com homilia do P. Attard

13 de junho – Ląd, 11h00 - Eucaristia de ação de graças, presidida pelo P. Roman Jachimowicz, Conselheiro para a Região Europa Centro e Norte. Durante a celebração ocorrerá também a posse do novo Inspetor de Piła (PLN), P. Jarosław Pizoń.

21 de junho – Aleksandrów Kujawski, 12h30 - Missa de ação de graças pelo testemunho de alguns dos beatos que atuaram nessa obra: P. Ignacy Antonowicz, P. Franciszek Harazim, P. Kazimierz Wojciechowski e P. Włodzimierz Szembek.

28 de junho – Tarnowskie Góry - Celebração de ação de graças pela beatificação do P. Ignacy Dobiasz, natural da vizinha localidade de Ciochowice e batizado em Toszek.

23 de agosto – Czerwińsk nad Wisłą, 11h - Missa de ação de graças no encerramento do Campo Bosco local (rua Klasztorna 23).

20 de setembro – Cracóvia Dębniki, 11h - Missa de ação de graças na igreja dos Santos Estanislau Kostka e João Bosco (rua Konfederacka 6).

 Local da celebração: o Santuário de São João Paulo II

Para a celebração da beatificação, foi escolhido o Santuário de São João Paulo II, a primeira igreja de Cracóvia dedicada ao Papa polonês, erguida em homenagem à sua pessoa e ao seu pontificado.

O santuário integra o Centro João Paulo II “Não tenhais medo!”, situado na região conhecida como Białe Morza (Mares Brancos), na área das antigas fábricas de soda Solvay, onde o jovem Karol Wojtyła trabalhou entre 1940 e 1944. Diariamente, ele percorria o trajeto desde sua residência, na rua Tyniecka, participando ao longo do caminho da Santa Missa na igreja salesiana de Dębniki. Nesse mesmo local, foi testemunha da prisão de onze salesianos, seis dos quais serão beatificados.

Em 18 de maio de 2007, ocorreu a solene bênção do terreno destinado à construção do Centro, bem como da cruz confeccionada com elementos estruturais do altar utilizado na última viagem apostólica de São João Paulo II à sua pátria (16 a 19 de agosto de 2002).

As obras do Centro “Não tenhais medo!” tiveram início no outono de 2008, às vésperas das celebrações do 30º aniversário da eleição do Cardeal Karol Wojtyła à Sé de Pedro.

A pedra fundamental foi abençoada pelo Papa Bento XVI durante o encontro com os jovens em Błonia, em 27 de maio de 2006, e colocada na estrutura da igreja em 23 de outubro de 2010.

Fonte: (ANS – Cracóvia)

05/06/2026

Educandos do Centro Juvenil de Pará de Minas conquistam nove medalhas na Segunda Etapa do Campeonato Mineiro de Judô

Aconteceu no último sábado, dia 30 de maio, na cidade de Santa Luzia (MG), a Segunda Etapa do Campeonato Mineiro de Judô, reunindo atletas de diversas regiões do estado em um momento marcado pelo espírito esportivo, dedicação e superação.

Representando o Centro Juvenil Salesiano de Pará de Minas, 11 educandos participaram da competição, levando consigo não apenas a preparação técnica adquirida nos treinos, mas também os valores cultivados diariamente dentro da proposta educativa salesiana. Como resultado desse empenho, 9 atletas retornaram medalhistas, motivo de grande alegria e orgulho para toda a comunidade educativa.

Os medalhistas da etapa foram:


1º lugar

● Kauan Dione

● Manuella Arruda

● Alef Gustavo

2º lugar

● Vitória Lavínia

3º lugar

● Yasmin Alves

● João Victor Ribeiro

● Walisson Junio

● Nicolas Emanuel

● Thiago Luis

A equipe contou com o acompanhamento da responsável técnica Fernanda Dias. A educadora da oficina de judô, Emanuela Lourenço, esteve presente como responsável pela equipe e também atuou como árbitra durante a competição, demonstrando dedicação e compromisso com o desenvolvimento dos educandos.

Mais do que medalhas e colocações, a participação em competições como esta reforça a missão salesiana de formar bons cristãos e honestos cidadãos. Através do esporte, os jovens aprendem sobre disciplina, respeito, perseverança, responsabilidade, espírito de equipe e superação, valores que fazem parte do legado educativo de São João Bosco.

No ambiente salesiano, o esporte é compreendido como ferramenta de educação, acolhida e transformação social. Os treinos, desafios e conquistas tornam-se oportunidades para fortalecer a autoestima dos jovens, incentivar o protagonismo juvenil e construir caminhos de esperança e crescimento.

Por Maria Eduarda Santos

01/06/2026

Ambiente agrega notícias e conecta estudantes e egressos a oportunidades de estágio, aprendizagem e emprego.

O UNISAL acaba de lançar uma página dedicada à Empregabilidade no portal institucional, reunindo em um único espaço vagas de estágio, aprendizagem e emprego para estudantes e egressos dos três campi (Americana, Campinas e Lorena). A novidade reforça o compromisso da instituição com a formação que vai além da sala de aula, preparando quem estuda aqui também para o primeiro passo no mercado de trabalho.

Disponível em unisal.edu.br/empregabilidade, a página é resultado de uma integração direta com a rede CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), um dos maiores mediadores de oportunidades profissionais para jovens no Brasil. As vagas são atualizadas diariamente e podem ser filtradas por tipo (estágio, aprendiz, PCD e outras modalidades), nível de ensino, área profissional e cidade, facilitando a busca de acordo com o perfil e o momento de cada estudante.

Além da vitrine de vagas, a página conta com uma curadoria editorial de conteúdos sobre carreira e empregabilidade. Vai trazer dicas práticas, cases e orientações para quem está dando os primeiros passos no mercado ou buscando uma nova posição profissional. Todas as oportunidades estão disponíveis gratuitamente para alunos e egressos.

A parceria com o CIEE não é nova: o UNISAL já foi reconhecido pela instituição no prêmio “Ponte para o Trabalho”, que celebra IES que se destacam na mediação entre educação e mercado. A nova página formaliza e amplia esse compromisso, reunindo em um único endereço tudo o que o estudante precisa para avançar na carreira.

Na tradição Salesiana, educar é preparar para a vida e isso sempre incluiu o mundo do trabalho. Dom Bosco entendia que um jovem bem formado é aquele capaz de encontrar o seu lugar na sociedade com competência e dignidade. A página de Empregabilidade é, nesse sentido, uma expressão contemporânea desse cuidado: a amorevolezza presente também no acompanhamento de cada estudante além da sala de aula.

01/06/2026

Aluno do Salesiano Região Oceânica recebe duas medalhas de prata em cerimônia da 20ª edição da OBMEP

Na última sexta-feira, 29 de maio, aconteceu a Cerimônia de Premiação Regional da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas (OBMEP). Nesta ocasião solene, o aluno do Colégio Salesiano Região Oceânica, Arthur Genaro, do 8º ano, foi contemplado com as suas medalhas de prata, em âmbito nacional e estadual. O estudante salesiano foi o único do estado do Rio de Janeiro a receber duas medalhas de prata, em categorias distintas.

‍Promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), a OBMEP busca estimular o estudo da Matemática, identificar talentos e ampliar o interesse dos estudantes pelas áreas científicas e tecnológicas.

‍A professora de Matemática Karla Danielle representou o Colégio Salesiano Região Oceânica e acompanhou o jovem e sua família na cerimônia, reconhecendo o seu talento, compromisso e dedicação com os estudos. Esse resultado expressa a excelência da educação católica salesiana, alinhada com os projetos de vida dos estudantes, ao desenvolver as múltiplas inteligências e habilidades.

‍Parabenizamos o Arthur e seus familiares pela conquista!

01/06/2026

Grupo de trabalho salesiano apresenta estratégias para preservação do patrimônio histórico da Congregação no Brasil

Associação de Cultores de História Salesiana (ACSSA), Seção Brasil, reuniu-se entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, em Belo Horizonte.

Um grupo de trabalho da Associação de Cultores de História Salesiana (ACSSA), Seção Brasil, reuniu-se entre os dias 28 e 30 de maio de 2026, em Belo Horizonte, na sede da Inspetoria Madre Mazzarello das Irmãs Salesianas, e apresentou uma proposta para a elaboração de subsídios formativos e informativos destinados às inspetorias. O encontro integra a preparação da Assembleia Anual da ACSSA, prevista para setembro de 2026, em Brasília, e respondeu a um levantamento nacional sobre a estrutura dos arquivos, a gestão documental e as prioridades das casas salesianas.

Duas estratégias em debate
A partir da análise das demandas identificadas no levantamento, o grupo sugeriu duas estratégias a serem referendadas na Assembleia Anual. A primeira prevê a produção de quatro cartilhas destinadas a referentes inspetoriais, integrantes da ACSSA, salesianos e demais membros da Família Salesiana. Os materiais abordariam, em sequência, o histórico e as competências da ACSSA, os fundamentos para a gestão de documentos físicos e digitais, a preservação de acervos físicos e documentos especiais e, por fim, a história oral e a memória salesiana institucional.

Formação e articulação em rede
A segunda estratégia propõe a realização de seis encontros de formação e partilha voltados às atribuições dos referentes inspetoriais, com vistas a dinamizar equipes locais e estabelecer articulação entre instituições e seus responsáveis. Os encontros destinam-se a referentes, secretárias e secretários inspetoriais e a equipes que atuam em centros de documentação, arquivos escolares, arquivos inspetoriais e memoriais. Um sétimo encontro, previsto para 2027, visa apresentar uma síntese dos anteriores e uma proposta de mapeamento do patrimônio das inspetorias, com base na experiência da Inspetoria Salesiana de São Paulo.

Atribuições dos referentes inspetoriais
O grupo também elencou sugestões de atribuições para os referentes inspetoriais da ACSSA, a serem avaliadas na Assembleia Anual. Entre as propostas figuram a participação nas assembleias e reuniões convocadas pela coordenação nacional, a promoção de ações de preservação do patrimônio histórico salesiano, o estímulo à participação de salesianos e salesianas nos objetivos da associação, a animação de equipes locais de pesquisadores e a realização de investigações sobre a história salesiana.

Políticas para o patrimônio histórico
O encontro produziu ainda diretrizes destinadas às inspetorias para a proteção e preservação do patrimônio e da identidade salesiana. As orientações incluem a profissionalização do registro e da salvaguarda documental, a garantia de espaços adequados para armazenamento de acervos, a qualificação de salesianos e leigos para o cuidado do patrimônio, a articulação em rede com secretarias, arquivos e bibliotecas, e a proposição de critérios para acesso, doação, descarte, empréstimo e restauro de bens salesianos. A sustentabilidade financeira para a conservação do patrimônio inspetorial também integra o conjunto de diretrizes.

Assinaturas
O documento final, datado de 30 de maio de 2026, foi subscrito pela irmã Maria Imaculada da Silva, por Rodolfo Luís Leite Batista, por Marcos de Lima Moreira e pelo padre Tiago Figueiró.

Colaborou: P. Tiago Figueiró, SDB.

30/05/2026

Campos dos Goytacazes Sedia 6ª Etapa Regional do ENARSE/ENEL 2026

Encontro presencial no Rio de Janeiro reuniu lideranças das Inspetorias Madre Mazzarello e São João Bosco para aprofundar indicadores de qualidade e traçar estratégias de constante aprimoramento

Nos dias 28 e 29 de maio, a cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) recebeu a sexta etapa do Encontro Nacional das Escolas Salesianas (ENARSE) e Encontro Nacional de Ecônomos Locais (ENEL). O evento presencial deu continuidade às ações previstas no Plano Integrado de Formação 2026 da Rede Salesiana Brasil (RSB).

Alinhamento Metodológico e Diagnóstico em Rede

Conduzido com a assessoria metodológica do Dr. Ricardo Mariz, o encontro teve como foco central o aprofundamento do Caderno 6 (“Parâmetros Institucionais de Qualidade Educacional") do Currículo da RSB. A iniciativa proporciona às lideranças das escolas salesianas uma oportunidade inédita de debater a sistemática de elaboração dos planos de melhoria a partir de dados concretos.

No primeiro dia, os gestores acompanharam discussões sobre o contexto social contemporâneo e a necessidade de transformação nos modelos educativos, além de participarem de painéis técnicos voltados para o uso de indicadores como pontos de observação para ações estratégicas.

Sinergia nas Cinco Dimensões da Gestão

A dinâmica do encontro privilegiou o trabalho colaborativo, reunindo os profissionais em grupos dedicados às cinco dimensões essenciais da escola salesiana:

  • Liderança (Diretores Institucionais/Gerais)
  • Gestão Pedagógica (Diretores Pedagógicos)
  • Pastoral Escolar e Acompanhamento Educacional (Coordenadores de Pastoral)
  • Comunicação (Coordenadores/Responsáveis de Comunicação)
  • Gestão de Recursos e Sustentabilidade (Diretores/Coordenadores Administrativos, Financeiros e Ecônomos)

O segundo dia foi marcado por plenárias de apresentação, onde cada grupo compartilhou achados, aprendizados e análises de convergências regionais. O objetivo desse esforço conjunto é alimentar de forma colaborativa a Matriz Nacional de Indicadores, assegurando que o planejamento estratégico preserve a identidade carismática e responda com responsabilidade às exigências do setor educativo.

Vozes dos Participantes

O fechamento dos trabalhos gerou depoimentos significativos sobre o impacto prático do encontro nas unidades:

"Uma das coisas que mais me impactou foi o fato de reacender em nós a questão da gestão das evidências. Somos peregrinos de esperança, com coragem, com ousadia, com firmeza, carregando aquele desejo e o espírito salesiano de ser, para que a gente consiga seguir firmes, seguros e formar sempre ‘bons cristãos e honestos cidadãos’", diz a participante Denilza Machado.

"Esse encontro regional foi muito positivo para todas as casas que participaram. Foi um momento de muita troca, experiências e um alinhamento também para nossa missão educativa", comenta a participante Rayanne Rangel.

"O evento foi maravilhoso e esclarecedor. Tivemos a oportunidade de pensar em um realinhamento pedagógico, entre outras questões discutidas aqui", aponta a participante Iara, de Rio das Ostras.

"Esses dois dias foram incríveis! A gente aprendeu muito, a gente viveu a realidade de cada instituição. Foi muito boa essa troca e agora a gente tem que levar para frente tudo o que a gente aprendeu e colocar em prática a partir das próximas semanas, sempre juntos, em rede", ressalta a participante Thamires Carneiro.

Rumo a Niterói: Fique por Dentro de Cada Detalhe!

Após o sucesso dos debates e aprendizados em Campos dos Goytacazes, o ciclo itinerante do ENARSE/ENEL 2026 continua sua trajetória pelo estado do Rio de Janeiro. A sétima etapa regional já tem data e local confirmados: dias 11 e 12 de junho, em Niterói (RJ).

Este é um evento grandioso que está redesenhando o futuro da gestão e da educação salesiana no Brasil. Para não perder nenhum detalhe e acompanhar de perto a cobertura completa de cada nova etapa do ENARSE/ENEL 2026, siga os perfis oficiais da Rede Salesiana Brasil nas mídias sociais: @redesalesianabr.

Por Janaina Lima, com o apoio da equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil

25/05/2026

Em primeira encíclica, papa Leão XIV pede desculpa por Igreja Católica demorar em condenar escravidão

Segundo pontífice, isso representa uma 'ferida na memória cristã'.

Na primeira encíclica do papa Leão XIV, publicada nesta segunda-feira (25), ele pediu desculpas pela demora da Igreja católica em condenar a escravidão. Segundo ele, isso até hoje é uma 'ferida na memória cristã'.

"Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão', escreve no texto que define as posições da Igreja em diversas questões, especialmente a inteligência artificial."

Outros papas anteriormente tinham feito pedidos oficiais de desculpas por conta de cristãos estarem relacionados ao comércio de escravos. Porém, nada tinha sido feito de forma geral do papel da Igreja.

O primeiro a condenar publicamente foi seu antecessor de nome, o papa Leão XIII, em 1888.

"É impossível não sentir profunda tristeza ao contemplar o imenso sofrimento e humilhação suportados por tantos, em contraste com sua dignidade incomensurável como pessoas infinitamente amadas pelo Senhor", afirmou.

Ao longo da história, a Igreja Católica, que tinha como uma das definições a defesa da dignidade humana, realizou decretos para não aceitar a escravização contra cristãos, porém autorizava uma invasão e até combate em outros territórios.

Isso foi realizado, por exemplo, em 1452 pelo papa Nicolau V, na bula 'Dum Diversas', que liberava até mesmo os 'pagãos' a 'escravidão perpétua'.

Alguns anos depois, outra bula também reforçou o tema, o que gerou uma 'autorização' para os países realizarem a escravidão nas colônias. Outros papas depois confirmaram, como Calisto III, Sisto IV e Leão X.

Encíclicas são documentos oficiais papais que se dirigem a bispos do mundo todo, dando um direcionamento do pensamento católico sobre diversos temas, focando especialmente naqueles em evidência.

Intitulado 'Magnifica Humanitas', o papa alertou no texto sobre os perigos da inteligência artificial e que seu uso em conflitos armados representaria complicações sobre o papel humano na resolução das guerra.

"Os principais motores do desenvolvimento são entidades privadas, muitas vezes transnacionais, dotadas de recursos e capacidade de intervenção que superam os de muitos governos. O poder tecnológico assume, assim, um aspecto sem precedentes, predominantemente 'privado', o que torna ainda mais difícil discernir, governar e direcionar esse poder para o bem comum", escreve.
"Embora a IA possa aprimorar a defesa e a proteção de civis, ela também pode diminuir o limiar para o uso da força, proteger as pessoas da responsabilidade e fomentar uma cultura na qual o inimigo é reduzido a uma estatística e a vítima a 'dano colateral", continua.

O Papa aponta o dedo para o crescimento da indústria bélica, a corrida armamentista nuclear e o surgimento de novos atores armados, incluindo grupos jihadistas, que visam perpetuar o conflito como fonte de poder e lucro.

Ele também adverte claramente contra o uso de armas baseadas em inteligência artificial, porque "não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável".

Portanto, são necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, porque "qualquer tecnologia que facilite o ataque sem ver o rosto do outro diminui o limiar moral do conflito".

O papa também enfatiza que 'a promoção do bem comum jamais poderá ser dissociada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua própria identidade e de contribuir com sua singularidade para a família das nações'. E 'qualquer tentativa ou plano para eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável', afirma Leão XIV na encíclica.

Papa cita 'Senhor dos Anéis' e filósofos

Papa Leão XIV celebra primeira missa de Natal do pontificado. — Foto: ANDREAS SOLARO / AFP
Papa Leão XIV celebra primeira missa de Natal do pontificado. — Foto: ANDREAS SOLARO / AFP

No texto, há também uma citação de 'O Senhor dos Anéis', de JRR Tolkien. É a passagem em que o mago Gandalf diz: "Não nos cabe controlar todas as marés do mundo; nossa tarefa é fazer o que pudermos pela salvação dos anos em que vivemos , erradicando o mal dos campos que conhecemos, para que aqueles que vierem depois possam cultivar uma terra saudável e limpa".

As citações também incluem as de grandes filósofos: Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Platão.

Os papas mais recentes são todos mencionados, começando com Leão XIII e sua 'Rerum Novarum', que inspirou Prevost para este primeiro documento magisterial importante. Mas também há Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Por fim, há referências à Carta das Nações Unidas, aos documentos do Concílio Vaticano II, aos quais o Papa dedica as catequeses das audiências gerais de quarta-feira, e ao Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Fonte: Redação CBN

25/05/2026

A encíclica de Leão XIV: a IA deve servir à humanidade, não ao poder de poucos

No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).

LEIA AQUI O TEXTO INTEGRALE DA ENCÍCLICA DE LEÃO XIV "MAGNIFICA HUMANITAS" 

É inaceitável subjugar uma nação

Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).

A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos

O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.

A justiça social

O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).

Um código ético para a IA

O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).

Desarmar a IA

É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).

Uma ecologia da comunicação

No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).

A dignidade do trabalho

Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.

Paz e desenvolvimento

O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.

A “arquitetura da visibilidade”

Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.

Novas formas de escravidão e novo colonialismo

A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).  

Superar a teoria da “guerra justa”

No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).

Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável

O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).

A crise do multilateralismo

A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).

A civilização do amor

O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).

A magnífica humanidade

Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.

Fonte: Isabella Piro – Vatican News

25/05/2026

Docente do UNISAL Campinas tem artigo publicado na Revista Nursing sobre os impactos biopsicossociais da Doença de Crohn

Estudo liderado pelo Prof. Dr. Rômulo Mágnus de Castro Sena evidencia o compromisso da instituição com a produção científica de impacto e a formação de profissionais com olhar humanizado.

Resumo

  • O professor do curso de Psicologia do UNISAL Campinas, Dr. Rômulo Mágnus de Castro Sena, teve um artigo científico publicado na Revista Nursing.
  • A publicação ocorreu em 6 de maio.
  • O estudo analisa os impactos emocionais e psicossociais da Doença de Crohn em mulheres jovens, especialmente após a realização de uma ostomia.
  • A pesquisa é um relato de caso, abordando a trajetória de uma paciente desde o diagnóstico até os desafios do tratamento e da adaptação à doença.
  • Autoestima, feminilidade, imagem corporal, sexualidade, acolhimento emocional e qualidade de vida de mulheres que convivem com a ostomia.
  • O tratamento de doenças crônicas deve incluir não apenas os aspectos físicos, mas também o acolhimento psicológico e emocional, por meio de uma abordagem humanizada e multidisciplinar.
  • A enfermagem contribui para a humanização do cuidado ao desenvolver vínculos terapêuticos e oferecer acompanhamento contínuo aos pacientes.
  • A Revista Nursing era uma referência durante sua graduação em Enfermagem, tornando a publicação a realização de um objetivo construído ao longo da carreira acadêmica.
  • A conquista reforça o compromisso da instituição com a pesquisa científica, a produção de conhecimento e a formação acadêmica humanizada.
  • Atualmente, ele ministra a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica no curso de Psicologia, estimulando o contato dos alunos com a investigação acadêmica desde o início da graduação.

No início do mês de maio, o professor do curso de Psicologia do UNISAL Campinas, Dr. Rômulo Mágnus de Castro Sena, conquistou um importante reconhecimento acadêmico com a publicação de um artigo científico na Revista Nursing. O estudo, publicado no dia 6 de maio, aborda os impactos emocionais e psicossociais da Doença de Crohn em mulheres jovens, com foco na experiência da ostomia e nos desafios relacionados à autoestima, feminilidade e acolhimento emocional.

Enfermeiro, Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Doutor em Saúde Mental pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o docente atua no curso de Psicologia do UNISAL Campinas e também integra a carreira de Profissionais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (PAEPE) da Unicamp, como enfermeiro da unidade de internação psiquiátrica do Hospital de Clínicas.

A pesquisa publicada consiste em um relato de caso, metodologia qualitativa que evidencia a trajetória de uma mulher jovem no enfrentamento da Doença de Crohn, desde a busca pelo diagnóstico até os tratamentos e impactos emocionais provocados pela doença.

Segundo o pesquisador, o interesse pelo tema surgiu ainda durante a graduação, quando começou a estudar processos de adoecimento crônico e as possibilidades de cuidado para além dos sintomas físicos: “Fui criando um gosto por um tipo de cuidado que permanece e se implica a despeito das incertezas”, destaca Rômulo.

O estudo também lança luz sobre os desafios enfrentados por mulheres ostomizadas, sobretudo em relação à imagem corporal, à sexualidade e à pressão estética imposta socialmente. Para o professor, o acolhimento emocional e o fortalecimento dos vínculos terapêuticos são fundamentais no tratamento de doenças crônicas. “o corpo é nosso veículo de interação e inscrição no mundo. A ostomia não representa apenas um desvio do trânsito intestinal, ela desestabiliza a unidade somatopsíquica do corpo”, explica.

Além da discussão sobre saúde física, a pesquisa reforça a importância de um cuidado humanizado, multidisciplinar e atento às demandas emocionais dos pacientes. Nesse contexto, o docente ressalta o papel essencial da enfermagem e das relações construídas no cotidiano do cuidado: “a enfermagem tem o privilégio de um setting terapêutico estendido. Mais do que executar procedimentos técnicos, desenvolve tecnologias relacionais que promovem humanização e individualização do cuidado”, afirma.

A publicação na Revista Nursing possui um significado especial para o pesquisador. Segundo ele, o periódico marcou sua trajetória acadêmica desde os tempos de graduação. “Tem um sabor de atualização da nostalgia, do pesquisador que eu sonhava ser”, relata.

A conquista também reforça o compromisso do UNISAL com o incentivo à pesquisa científica e à produção de conhecimento. Atualmente, Rômulo ministra a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica para alunos do primeiro semestre de Psicologia e busca aproximar os estudantes da investigação acadêmica desde o início da formação: “defender e fortalecer a pesquisa significa assumir uma posição ética e política de enfrentamento aos movimentos de negacionismo científico”, enfatiza o professor.

Realização de um sonho construído desde a graduação
A publicação na Revista Nursing carrega também um significado especial na trajetória acadêmica e profissional do professor Dr. Rômulo Mágnus de Castro Sena. O docente relembra que, durante a graduação, a revista era uma referência entre estudantes e profissionais da enfermagem, tornando a conquista ainda mais simbólica.

“Na época da minha graduação, a Revista Nursing era uma grande vitrine para nós. Publicar nela parecia algo muito distante. O mais marcante é perceber que o problema de pesquisa deste artigo nasceu justamente naquele período da minha formação. Essa publicação representa, de certa forma, o encontro com o pesquisador que eu sonhava ser”, destaca.

Com iniciativas como esta, o UNISAL reafirma seu compromisso com o fortalecimento da pesquisa científica, da produção de conhecimento e da formação acadêmica humanizada. Ao incentivar docentes e estudantes na construção de pesquisas conectadas às demandas sociais e humanas, a instituição amplia seu papel na transformação da sociedade por meio da ciência, da ética e do cuidado.

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Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

25/05/2026

P. Costantino Vendrame é declarado Venerável

Papa Leão XIV reconhece as virtudes heroicas do missionário salesiano que dedicou mais de três décadas à evangelização no nordeste da Índia, tornando-se referência de caridade, esperança e santidade entre os povos.

Resumo

  • O Papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Padre Constantino Vendrame, SDB, declarando-o Venerável.
  • Nascido na Itália, em 1893, ingressou na Congregação Salesiana motivado pelo ideal missionário e foi ordenado sacerdote em 1924.
  • Atuou por mais de 30 anos no nordeste da Índia, dedicando-se à evangelização das populações mais pobres e distantes, percorrendo longas distâncias para levar o anúncio do Evangelho.
  • Tornou-se amplamente reconhecido pela vida de oração, pela caridade incansável, pelo espírito de serviço e pela proximidade com pessoas de diferentes tradições religiosas.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentou o internamento como cidadão italiano em território britânico, destacando-se pela fortaleza espiritual e pelo apoio oferecido aos companheiros.
  • Viveu seus últimos anos marcado pelo sofrimento físico, oferecendo suas dores com espírito de fé até falecer em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957.
  • A declaração de venerabilidade foi acolhida com alegria na Itália, na Arquidiocese de Shillong e por toda a Família Salesiana, que vê no missionário um testemunho exemplar do carisma de Dom Bosco.
  • Segundo o Postulador-Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana, Padre Pierluigi Cameorni, o reconhecimento destaca Padre Vendrame como um “missionário da esperança entre os povos”, profundamente unido ao Coração de Cristo, ao Espírito Santo e à devoção a Maria Auxiliadora.

Em 22 de maio de 2026, o Santo Padre Leão XIV recebeu em audiência o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. Na ocasião, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar o Decreto relativo às virtudes heroicas do Servo de Deus Costantino (Constantino) Vendrame, Sacerdote professo da Sociedade de São Francisco de Sales, nascido em San Martino di Colle Umberto (Treviso-Itália), em 27 de agosto de 1893, e falecido em Dibrugarh, na Índia, em 30 de janeiro de 1957.

O P. Constantino Vendrame nasceu de família de condição humilde, mas marcada por sólidos valores cristãos, provada pela doença e por perdas familiares. Desde muito jovem, sentiu o chamado ao sacerdócio e ingressou, em 1908, no seminário da Diocese de Ceneda (Vittorio Veneto), passando, em 1912, para os Salesianos de Dom Bosco, movido pelo amor às missões e pelo desejo de partir como missionário.

Noviço em 1913, professou os votos temporários em 1914 e os perpétuos em 1920, formando-se na vida religiosa por meio do tirocínio prático. Durante a Primeira Guerra Mundial, destacou-se como soldado exemplar, mantendo fidelidade à própria vocação. Ordenado sacerdote em 15 de março de 1924, em Milão, recebeu, em 5 de outubro do mesmo ano, o crucifixo missionário em Turim, na Basílica de Maria Auxiliadora.

Partiu então para o nordeste da Índia (Assam), chegando a Shillong em 24 de dezembro de 1924. Atuou como missionário – e, na maioria das vezes, como pároco, em Shillong-Laitumkhrah, Jowai, Wandiwash, no Tamil Nadu (sul da Índia), e, por fim, em Shillong-Mawkhar, onde permaneceu, de 1951 até à morte.

O P. Vendrame tornou-se uma figura lendária: missionário itinerante, percorria a pé longas distâncias para chegar aos povoados mais remotos, fazendo-se “pobre entre os pobres” e acolhendo com serenidade o desgaste das fadigas e os riscos da vida apostólica. Homem de diálogo, atraía multidões a Cristo por meio da caridade, evangelizando aldeia por aldeia, casa por casa. Sua figura era respeitada não apenas pelos cristãos, mas também por pessoas de outras tradições religiosas, que o reconheciam como um verdadeiro homem de Deus.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na condição de cidadão italiano em território do Império Britânico, viu-se obrigado a interromper sua ação missionária e foi internado com outros compatriotas: inicialmente sob custódia dos Gurkhas, depois em Deoli e, por fim, em Dehra Dun. Nesse período de aparente imobilidade, evidenciou uma notável fortaleza interior, tornando-se referência de consolo e apoio.

Acometido por artrose, inclusive na coluna vertebral, e marcado por intensas dores até a episódios de desmaio, viveu os últimos meses em total espírito de oferta. Internado em Dibrugarh, faleceu na véspera da Festa de São João Bosco, em 30 de janeiro de 1957.

Seus funerais transformaram-se numa expressiva manifestação de Fé e gratidão. Já em vida, era acompanhado por ampla fama de santidade e por sinais extraordinários, comparado a São Paulo, São Francisco Xavier e São Vicente de Paulo. Sobre ele, afirmou-se: “Recordamos o P. Vendrame como um sacerdote que nos amou com o coração de Cristo: humano e ardente, firme e fiel, sempre pronto a dar a vida por nós”.

A notícia da declaração de venerabilidade foi acolhida com grande alegria em sua cidade natal, San Martino di Colle Umberto, e na Diocese de Vittorio Veneto, que sempre promoveram com dedicação a Causa de Beatificação do seu conterrâneo.

Também a Arquidiocese de Shillong e a Família Salesiana do nordeste da Índia celebram este reconhecimento, que confirma uma história marcada por intensa ação missionária e santidade vivida segundo o espírito apostólico de Dom Bosco.

“A venerabilidade de P. Vendrame, declarou o P. Pierluigi Cameorni, Postulador-Geral para as Causas dos Santos da Família Salesiana, representa o reconhecimento de um missionário da esperança entre os povos. Por meio do contato pessoal, transmitiu o amor do Coração compassivo do Senhor, convicto de que ‘o Coração de Cristo […] é o núcleo vivo do primeiro anúncio’ (Enc. Dilexit nos, 32). Alimentando-se dessa fonte, levou com ardor apostólico a mesma consolação de Deus, que abraça o mundo inteiro. Cabe ainda recordar que a venerabilidade do P. Vendrame foi reconhecida durante a novena de Pentecostes e a de Maria Auxiliadora, que neste ano coincidem. O P. Vendrame, além de ardoroso apóstolo do Sagrado Coração, foi um missionário dócil à ação do Espírito Santo e um filho devoto da Auxiliadora, no espírito de Dom Bosco Santo”.

Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

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