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27/01/2026

RSB celebra o sucesso dos estudantes aprovados nos vestibulares para 2026

A Rede Salesiana Brasil celebra com alegria e reconhecimento as aprovações conquistadas pelos estudantes do Ensino Médio das Escolas Salesianas nos principais vestibulares do país para o ingresso no ensino superior em 2026. 

27/01/2026

Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora unidos no carisma missionário

Na tarde de segunda-feira, 26 de janeiro, ocorreu um encontro fraterno na sede central dos salesianos, no Sagrado Coração, em Roma. O evento reuniu o Setor para as Missões dos Salesianos de Dom Bosco (SDB), liderado pelo conselheiro-geral para as Missões, P. Jorge Mario Crisafulli SDB, e o Âmbito para as Missões das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), sob a direção da conselheira-geral para as Missões, irmã Ruth del Pilar Mora, FMA.

As duas equipes responsáveis pela animação e formação missionária da Congregação e do Instituto compartilharam suas identidades, projetos em andamento, desafios enfrentados e sonhos para o futuro. Marco Fulgaro, Secretário do Setor para as Missões, apresentou as quatro áreas de ação — formação, animação, solidariedade e novas fronteiras — destacando alguns pontos específicos do trabalho do Setor e as linhas de ação previstas para os próximos anos.

O Setor para as Missões está reavaliando todo o processo de discernimento, formação e suporte aos missionários salesianos ad gentes, utilizando questionários em diversos níveis (missionários, delegados inspetoriais para a Animação Missionária, inspetores, Conselho Geral, etc.). A partir do mês que vem, o Setor participará de quatro reuniões continentais voltadas aos missionários enviados nos últimos cinco anos.

A Ir. Ruth del Pilar Mora apresentou as prioridades do Âmbito das Missões, voltadas para a formação das missionárias, que segue uma modalidade distinta, porém com características carismáticas semelhantes. Nos últimos anos, diversos temas formativos foram abordados com as missionárias ad gentes e com as coordenadoras inspetoriais de animação missionária, por meio de encontros on-line regulares. Também foi destacada a formação específica das missionárias ad gentes, especialmente no curso de pastoral missionária da Universidade Pontifícia Salesiana (UPS), além das experiências de serviço caritativo como primeira vivência de inculturação e de discernimento missionário. A Ir. Anna Maria Geuna, colaboradora do Âmbito das Missões, ressaltou a importância do trabalho em rede com organismos missionários nacionais e internacionais, como SEDOS, Fundação Migrantes, Cáritas e as Pontifícias Obras Missionárias.

Enquanto o Setor para as Missões iniciou recentemente seu trabalho com o novo conselheiro, segundo as diretrizes programáticas estabelecidas pelo Capítulo Geral 29, realizado em 2025, o Âmbito das Missões se prepara para concluir seu mandato, em vista do Capítulo Geral 25 do próximo ano — ambos marcados pelo 150º aniversário das primeiras expedições missionárias, realizadas em 1875 e 1877.

O ponto alto do encontro foi a celebração eucarística na festa dos santos Timóteo e Tito, cujas leituras, de forte caráter missionário, favoreceram a partilha da Palavra e a comunhão. Durante a Missa, foi também recordado Marcelino, pai do padre Reginaldo Cordeiro SDB, membro do Setor para as Missões atualmente no Brasil, que faleceu no último dia 19 de janeiro. 

Fonte: Agência Info Salesiana

26/01/2026

Posse da nova Diretora-Presidente da Associação Educacional das Irmãs Salesianas de São Paulo

Cerimônia realizada no Instituto Madre Mazzarello, em São Paulo, marcou a transição da gestão e reafirmou o compromisso da Associação Educacional das Irmãs Salesianas de São Paulo (AEISSP) com a missão educativa-pastoral salesiana

A Associação Educacional das Irmãs Salesianas de São Paulo (AEISSP) realizou, no dia 21 de janeiro, no Instituto Madre Mazzarello, em São Paulo, a cerimônia de posse de sua nova diretora-presidente. O momento integrou a programação do Encontro Pedagógico Evangelizador, reunindo lideranças, educadores e equipes gestoras em um contexto de reflexão, espiritualidade e fortalecimento da missão salesiana.

A programação teve início com o convite de Irmã Dorce Rampi, diretora-tesoureira da AEISSP, à Irmã Teresa Cristina P. Domiciano, então diretora-presidente da AEISSP, para a abertura das homenagens, estabelecendo um clima de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de sua gestão.

Na sequência, as diretoras das escolas mantidas pela associação subiram ao palco e foi exibido um vídeo com mensagens individuais. Nos depoimentos, as diretoras agradeceram pela condução da missão realizada por Irmã Teresa e desejaram êxito em sua nova etapa de vida e serviço.

Ainda durante a cerimônia, foi lida uma mensagem de Irmã Lúcia Jacinta Finassi, diretora-secretária da AEISSP, que não pôde estar presente no evento. A leitura foi realizada por Irmã Dorce, que transmitiu palavras de gratidão e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por Irmã Teresa ao longo de sua gestão à frente da AEISSP.

Na mensagem, Irmã Jacinta expressou profunda gratidão pela atuação de Irmã Teresa, destacando sua liderança marcada por carinho, dedicação e competência, capaz de transformar desafios em conquistas e de inspirar a comunidade educativa por meio da empatia, da sabedoria e do compromisso com a educação salesiana de qualidade.

A religiosa também deu as boas-vindas à Irmã Adair, desejando êxito na nova missão e manifestando confiança em sua orientação para o fortalecimento da Rede de Escolas, em favor da juventude. Ao concluir, Irmã Jacinta invocou as bênçãos de Maria Auxiliadora sobre cada comunidade educativa e desejou um bom encontro e uma feliz celebração pelos 10 anos da AEISSP.

Em seu pronunciamento, Irmã Teresa relembrou a trajetória da associação e destacou que sua origem está ligada a uma reflexão profunda sobre a partilha de bens e serviços, proposta no Conselho Inspetorial, em um período de reorganização da inspetoria. Segundo ela, o estudo sobre a alimentação das escolas e das obras sociais abriu caminho para uma decisão estruturante: a organização das unidades sob um único CNPJ. “Assim nasceu a nossa Associação Educacional das Irmãs Salesianas de São Paulo”, afirmou.

A ex-diretora-presidente ressaltou que a caminhada foi marcada por um trabalho amplo, construído e assumido de forma conjunta, resultando em avanços progressivos, como a implantação das assessorias jurídica e contábil, o desenvolvimento do planejamento estratégico e o acompanhamento sistemático das unidades educacionais.

O período de gestão também foi atravessado por desafios significativos, entre eles a pandemia, mas, segundo Irmã Teca, igualmente por muitas alegrias. Para ela, a fidelidade à missão educativo-pastoral exigiu discernimento, criatividade e compromisso constante. “Encerro este ciclo com o coração em paz e cheio de gratidão, certa de que cada passo dado permanece como semente de bem”, declarou.

Durante sua fala, Irmã Teresa agradeceu à inspetora, Irmã Alaíde Deretti pela confiança, à equipe gestora, às colaboradoras do escritório e às integrantes das diretorias anteriores. Um agradecimento especial foi dirigido às direções pedagógicas, supervisores, gerentes e a toda a comunidade educativo-pastoral. “Com vocês, realizamos essa linda e desafiadora missão de educar evangelizando e evangelizar educando”, completou.

Na sequência, a Gestora Administrativa da AEISSP, Stefanny dos Passos de Souza, dirigiu palavras de agradecimento à Irmã Teca, em nome da associação e das comunidades educativas. Em sua fala, destacou o valor do “sim” à vida consagrada das Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora, reconhecendo esse dom como presença viva de amor, esperança e serviço que sustenta a missão educativo-pastoral.

A cerimônia também marcou a acolhida oficial da nova diretora-presidente da AEISSP, Irmã Adair Aparecida Sberga. Ao lado da inspetora Irmã Alaíde Deretti, foi conduzido o rito de posse, simbolizando a continuidade da missão e o início de um novo ciclo.

Em seguida Irmã Alaíde, que apresentou os nomes que passam a integrar a gestão da Associação Educacional das Irmãs Salesianas de São Paulo.

A Diretoria da AEISSP é composta por Irmã Adair Aparecida Sberga, como diretora-presidente; Irmã Lúcia Jacinta diretora-secretária, e Irmã Dorcelina Rampi diretora-tesoureira. 

Já a Diretoria Ampliada conta com a participação de Irmã Alaíde Deretti, inspetora da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida; Irmã Estelamar Rotti, ecônoma inspetorial; e Irmã Teresa Cristina Pisani Domiciano, responsável pela coordenação da Pastoral Inspetorial.

Em seu pronunciamento, Irmã Adair destacou o papel transformador da educação na construção da sociedade. “A educação tem o compromisso de ajudar a formar a nação, para que, além da soberania e dos direitos civis, seus cidadãos se especializem na promoção da solidariedade humana, da ecologia integral e da fraternidade planetária”, afirmou, ressaltando a relevância histórica e carismática da mantenedora no contexto da congregação.

Irmã Adair expressou ainda seu desejo de exercer a nova missão com espírito de escuta, humildade e abertura ao aprendizado, inspirada por Dom Bosco e Madre Mazzarello. Enfatizou a importância de uma presença educativa que respeite, apoie e incentive o desenvolvimento humano integral, atenta aos anseios de educadores, crianças e jovens, e fundamentada na espiritualidade salesiana.

Ao concluir, confiou sua missão à intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, colocando sua vida a serviço da associação. “Com a ajuda de Maria, Mãe e Mestra, possamos, juntos, colaborar na transformação da cultura e da sociedade, sendo sal da terra, luz do mundo e fermento de um mundo mais justo e fraterno”, finalizou.

Fonte: Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Aparecida - BAP

26/01/2026

Jovens recebem as Constituições das Filhas de Maria Auxiliadora e iniciam período oficial de estudos e formação

No dia 22 de janeiro, festa da jovem Beata Laura Vicuña, a comunidade do Noviciado Interinspetorial Nossa Senhora das Graças, de São Paulo (SP), viveu um momento de muita fé e compromisso, numa perspectiva de entrega e sim ao chamado de Jesus.

As jovens que ingressaram na etapa do Noviciado no dia 12 de janeiro receberam o exemplar das Constituições, ou seja, a Regra de Vida das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA).

Larisse Karine Pereira Lemos, da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (Manaus – BRM), Andresa Natália Pereira de Lima, da Inspetoria Maria Auxiliadora (Recife – BRE) e Elisiane Dias Vasques, da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (Manaus – BRM) receberam as Constituições em uma celebração na capela do Noviciado, das mãos das FMA da comunidade.

A entrega da Regra de Vida das Irmãs Salesianas às jovens marca o início do tempo forte do Noviciado, que é dedicado ao estudo, aprofundamento e assimilação da identidade da Filha de Maria Auxiliadora. Este é o caminho que uma jovem noviça percorre durante um período de dois anos, para entender melhor o chamado à Vida Religiosa Consagrada e colocar bases sólidas na resposta que será dada quando da Primeira Profissão Religiosa.

Segundo Larisse Karine, uma das noviças que recebeu o documento, «ao receber as Constituições, senti um compromisso mais profundo com o Instituto, um convite para viver as inspirações do Espírito Santo, realizando a vontade de Deus. As Constituições me convidam a viver tudo no cotidiano, procurando amadurecer constantemente na busca de Cristo».

As Constituições foram entregues às jovens por Irmã Solange Sanches, atualmente Diretora do Noviciado Interinspetorial e Mestra de Noviças, por Irmã Irmã Evanete Dutra de Freitas, originária da Inspetoria BRM e Irmã Veronica Seon Mi Pak, da Coreia, missionária ad gentes no Brasil, atualmente membro da comunidade do Noviciado Interinspetorial Nossa Senhora das Graças.

A comunidade do Noviciado conta também com duas jovens que já estão no segundo ano do Noviciado: Clivia Adriele dos Santos, da Inspetoria Maria Auxiliadora (Recife – BRE) e Wanderlene Garrido Cordeiro, da Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia (Manaus – BRM).

O estudo das Constituições acontece regularmente durante a semana, nas aulas de formação, ministradas pela Mestra de Noviças, Irmã Solange.

Fonte: Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

26/01/2026

Nova gestão do CONANDA fortalece a mobilização e a participação social salesiana em 2026

No dia 16 de dezembro de 2025, foi eleita a nova Gestão do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dará continuidade às atividades do colegiado.

A representação da sociedade civil no CONANDA em 2026, nas coordenações e relatorias das comissões, igualmente fundamentais para a continuidade dos trabalhos e dos compromissos com a garantia e a proteção dos direitos, foi definida de forma unânime durante a Assembleia do CONANDA, em conjunto com a Presidência, Vice-Presidência e demais membros governamentais que compõem a Mesa Diretora.

Nesse contexto, Tatiana Augusto Furtado Gomes, Diretora Executiva do CESAM Brasília, assume a relatoria da Comissão de Mobilização e Formação (CMF). Ao falar sobre o novo desafio, Tatiana disse que Antes de tudo, é uma grande responsabilidade e uma honra. Trata-se de um espaço estratégico para o fortalecimento da participação social e, especialmente, para garantir que crianças e adolescentes sejam sujeitos ativos na construção das políticas que dizem respeito às suas vidas, com destaque para o Comitê de Participação de Adolescentes.

Para a Inspetoria São João Bosco , integrar o CONANDA e contribuir diretamente com os trabalhos da Comissão de Mobilização e Formação reafirmando a trajetória histórica da instituição na defesa, promoção e garantia de direitos. "É o reconhecimento de um trabalho construído diariamente, junto às juventudes, às famílias e aos territórios, e também a ampliação da nossa responsabilidade enquanto organização da sociedade civil comprometida com a transformação social”, completou. 

A Comissão de Mobilização e Formação (CMF) do CONANDA é um grupo de trabalho responsável por organizar e fortalecer a participação social, com destaque para a atuação do Comitê de Participação de Adolescentes (CPA). A comissão coordena ações de formação e mobilização social voltadas ao fortalecimento da política de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente no Brasil, atuando na estruturação, acompanhamento e engajamento dos conselhos estaduais e municipais.

Comunicação da Rede Salesiana Brasil com informações da Inspetoria Salesiana São João Bosco - ISJB

26/01/2026

Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: “Cuidar das vozes e dos rostos humanos”

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com ‘bots’ ou ‘influencers virtuais’. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente ‘afetuosos’, além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras ‘alucinações’.

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

Introduzir estudos

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, concluiu Leão.

Papa Leão conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.

Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

24/01/2026

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

Celebrado no último sábado (24/01), o Dia Internacional da Educação constitui um convite permanente à reflexão sobre o papel da educação na formação humana e cristã, à luz do carisma salesiano inspirado por Dom Bosco. Nesse espírito, convidamos à leitura do artigo do padre Anselmo Nascimento, SDB.

Educar com sentido: valores que formam e transformam vidas

“O momento fundamental da formação permanente do professor é a reflexão crítica sobre a prática”[1]. Paulo Freire

Fazer educação hoje exige mais do que domínio pedagógico, competências digitais ou sensibilidade social. Exige, antes de tudo, consciência. Consciência de tempo histórico, de vocação educativa e de identidade carismática. Como Rede, somos convocados a assumir “valores que formam, educação que transforma”. Isso  não é apenas um slogan comunicacional; é uma tomada de posição pedagógica, ética e espiritual para quem busca unir forças para muito além dos resultados acadêmicos e desempenho técnico. Somos convocados a formar pessoas inteiras, capazes de ler a realidade com espírito crítico, agir com responsabilidade e viver com sentido. Onde há valores sólidos, há uma transformação verdadeira.

O eixo que sustenta nossa prática educativa é a escuta. Escutar Deus, escutar os jovens, escutar a realidade. Não uma escuta passiva, mas uma escuta que gera discernimento, escolhas responsáveis, compromisso com o bem comum e ousadia educacional. Aqui, na qualidade de educadores, se torna fundamental lembrar o dito de Jesus sobre não sermos servos dele, mas sim amigos (Jo15,15). Fazendo aquilo que Ele nos diz, com as competências que temos, seremos capazes de colaborar com algo que é maior que nós.

1. O tempo histórico

Educar, hoje, é um ato de ousadia e esperança; não educamos em abstrato, nem para um mundo idealizado. Educamos no Brasil real: fragmentado, marcado por transformações culturais aceleradas, fragilidade institucional, hiperconexão e crise de sentido entre os jovens, polarizações ideológicas e uma dinâmica que forma mais consumidores do que sujeitos. É neste chão histórico concreto que a missão educativa se atualiza e se renova. Não podemos ser apenas “funcionários da educação”; somos chamados a ser presença significativa, mediador de sentido e testemunha coerente de uma educação que gera liberdade e fraternidade.

Um dos grandes desafios da educação contemporânea é a fragmentação. Muitas vezes, a razão é reduzida à técnica e a fé é confinada ao espaço privado. A tradição salesiana propõe outro caminho: fé e razão juntas formam consciências livres. Uma educação que pensa, questiona, analisa e dialoga, sem perder o horizonte do sentido, da transcendência e da dignidade humana.

Como formar cidadãos autônomos, críticos e responsáveis, capazes de protagonismo social?

2. A vocação Educativa

A célebre frase de Paulo Freire nos recorda que “ninguém começa a ser professor numa certa terça-feira, às 4 horas da tarde”. O chamado ao exercício da educação é fruto do entrelaçamento de afetos, profissionalização e resistência em um contexto violento e desvalorizado. Isso permite afirmar que a resposta das pessoas chamadas à pratica educativa não é ingenua e aleatória. Contudo a esquizofrenia social, que impele a formar capital humano ou sujeitos de diretios, pode obnubilar a maneira de responder ao apelo educativo cotidiano.

Com base na BNCC, o educador é chamado a potencializar nos estudantes o desenvolvimento de um conjunto de aprendizagens essenciais que assegurem o seu pleno desenvolvimento e a sua formação para a cidadania, consciente e livre. Formar consciências livres não significa formar de maneira neutra ou indiferente; é desenvolver nas pessoas a capacidade de discernir, de não se deixar capturar por ideologias simplificadoras, discursos de ódio ou lógicas de consumo que desumanizam. O educador salesiano é chamado a ser mediador desse processo, ajudando os estudantes a integrar conhecimento, ética e espiritualidade.

Qual ideia de ser humano sustenta sua prática educativa?

3. A identidade carismática

Educação de qualidade só se concretiza quando há convergência de intencionalidades entre os atores, no mesmo jeito de educar. Como escola Católica o modelo de educador é Jesus Cristo, de quem assumimos a figura de Bom Pastor. Como Colégio Salesiano, desenvolvemos um jeito de educar que ensina articulando cabeça e coração, em vista de mãos que tranformem o mundo. Como Comunidade Educativo-Pastoral, agimos de modo a convergir as exigencias legais e de mercado com uma educação integral e holistica para nossos destinatários.

O que esperamos com a educação salesiana?

4. O jeito salesiano de educar

Cada sala de aula, cada pátio, cada reunião pedagógica é espaço formativo. Educamos pelo currículo, mas também pelo clima institucional, pelas relações que construímos, pela forma como lidamos com conflitos, diferenças e fragilidades. A pedagogia salesiana continua atual porque entende que o educador educa mais pelo que é do que apenas pelo que diz. O jeito salesiano de educar não forma espectadores da realidade, mas protagonistas solidários. Jovens capazes de colocar seus talentos a serviço da sociedade, da justiça e da paz.

Construir conevrgencia passa pela abertura do educador a deixar-se afetar pela mística que envolve o projeto pedagógico salesiano, assim formamos Comunidade Educativo-Pastoral. A pedagogia salesiana, quando pensa na pessoa que educa, a entende como um seguidora de Jesus Cristo, capaz de ensinar caminhando junto e fazendo o coração do educando arder com cada ensinamento (Lc24,13-35).Ela é fruto da coerência entre o que se anuncia e o que se vive; palavra e ação juntas geram espiritualidade integral. Não falamos de uma espiritualidade intimista ou desencarnada, mas de uma espiritualidade que se expressa no cuidado, na presença, na justiça, na alegria e na coresponsabilidade cotidiana. Num tempo marcado pelo individualismo e pela lógica do sucesso a qualquer custo, educar para o serviço é um gesto contracultural. Significa ensinar que a verdadeira realização humana passa pelo cuidado com o outro, pela responsabilidade social e pela construção do bem comum. É aqui que a educação, de fato, se transforma.

Na abertua de mais um ano letivo, somos convidados a renovar nossa consciência vocacional. Ser educador salesiano é assumir uma missão exigente e bela: estar com os jovens, caminhar com eles, acreditar em suas possibilidades, mesmo quando o contexto parece adverso. É ser presença que anima, orienta, corrige e encoraja. “Valores que formam, educação que transforma” começa em nós. Em nossa postura, em nossas escolhas pedagógicas, em nossa capacidade de trabalhar em rede, de aprender continuamente e de manter viva a esperança. Assim como em Caná da Galiléia, somos chamados a colaborar para que o vinho não falte — o vinho da esperança, do sentido e da vida plena.

5. Educar com sentido

Educar com sentido passa pela capacidade de alinhar identidade, missão e prática com um projeto que perpassa a ideia de educando sociedade que o educador pretende colaborar; a educação salesiana busca pessoas aberta ao ser jeito de fazer educação. Agindo assim nos mantemos fiéis ao carisma de Dom Bosco, e seguiremos educando com inteligência, ternura e coragem, formando pessoas e transformando o mundo, um jovem de cada vez.

Educar com sentido, passa por valorizar a consciência não como mero sentimento subjetivo nem simples adequação a normas externas, mas como lugar interior onde a verdade interpela a liberdade e chama à responsabilidade. Quando a educação se limita à técnica ou ao desempenho, silencia a consciência; quando, ao contrário, ajuda o educando a escutar a verdade que o habita, promove liberdade autêntica. Nesse horizonte é que a educação salesiana revela sua força: formar consciências livres, capazes de unir razão, fé e vida, sem medo de pensar, crer e agir de modo coerente no mundo.

O jeito salesiano de educar busca pessoas capazes de serem mediadores de consciências, não donos da verdade; testemunhas de sentido, não meros executorer de currículos. Torna-se alinhado ao carisma quem compreende que educar é acompanhar processos interiores, ajudando os jovens a reconhecerem a voz que chama ao bem, à responsabilidade e ao serviço; que estejam comprometidas com a transformação da sociedade, porque aprenderam, na escola e na vida, a obedecer antes de tudo à própria consciência bem formada.

‍[1] Pedagogia da Autonomia, p. 40


Fonte: Pe. Anselmo da Silva Nascimento - Inspetoria São João Bosco

Foto: cgfmanet.org
24/01/2026

Doçura e humildade em São Francisco de Sales

No dia 24 de janeiro celebra-se a Festa de São Francisco de Sales, padroeiro da Família Salesiana e do Instituto das FMA

22/01/2026

Encontro de Gestores Educacionais 2026 projeta planejamento para os próximos 10 anos

Evento reuniu lideranças para promover unidade, qualificação da gestão e aprofundamento da missão educativo-pastoral

Entre os dias 15 e 17 de janeiro, aconteceu o Encontro de Gestores Educacionais 2026, em Aparecida – SP, reunindo diretores gerais, diretores pedagógicos, diretores de pastoral, gerentes financeiros, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, assessores de pastoral e coordenadores dos cursos técnicos e extracurriculares.

O encontro teve como objetivo fortalecer a identidade e a missão educativo-pastoral salesiana, promovendo a unidade entre o pedagógico, administrativo e pastoral, a qualificação da gestão e o planejamento das ações para os próximos dez anos. Ao longo dos três dias, os participantes vivenciaram momentos de reflexão, estudo e convivência, favorecendo o aprofundamento dos desafios e perspectivas para 2026.

A programação, acompanhada pela coordenadora da Comissão Inspetorial de Escolas, Évila Silva de Souza, contou com formações temáticas, momentos de espiritualidade e celebrações, presididas pelo Inspetor, Padre Alexandre Luís de Oliveira, e pelo Delegado de Pastoral, Padre Cláudio Andrade Motta, reforçando a centralidade da fé e da espiritualidade salesiana no exercício da gestão.

Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

22/01/2026

Pesquisa no UNISAL ganha destaque nacional com nota máxima da Capes

Avaliação Quadrienal da Capes reconhece excelência editorial e rigor acadêmico do UNISAL, elevando periódicos ao grupo de maior impacto nacional

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, na última semana, os resultados da Avaliação Quadrienal (2020-2024), o principal indicador de qualidade da produção científica brasileira. No levantamento, dois periódicos publicados pelo UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) ganharam destaque ao serem classificados no estrato A4: a “Revista Ciência da Educação” e a “Revista Direito e Paz”.

Critérios de Excelência e Impacto
O sistema Qualis é a métrica mais relevante para aferir o prestígio de revistas científicas no Brasil. A ascensão ao grupo “A”, que reúne os periódicos de maior impacto, sinaliza que as publicações do UNISAL cumprem rigorosos critérios de excelência. A avaliação considera itens como a internacionalização, a titulação dos autores, a periodicidade e a frequência com que os artigos são citados em outros trabalhos e cursos.

Compromisso com a Pesquisa
O reconhecimento é celebrado pela Reitoria como um divisor de águas para a produção acadêmica da instituição. Segundo o Pró-Reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do UNISAL, Prof. Me. Kleber Cavalcanti Stefano, o resultado é fruto de um esforço coletivo e contínuo:

“A divulgação da avaliação quadrienal da CAPES representa um marco significativo para nossa instituição e evidencia a maturidade acadêmica alcançada e a consistência do trabalho desenvolvido por nossos docentes, pesquisadores e equipes editoriais. Isso reforça o nosso compromisso com a produção científica de alto impacto, atendendo aos mais exigentes critérios de internacionalização e relevância acadêmica”, afirma.

Para a liderança da instituição, ocupar este lugar de destaque no cenário nacional amplia a visibilidade do UNISAL, atraindo novos talentos e consolidando sua reputação como centro de excelência.

“É um resultado que nos inspira a seguir investindo em qualidade, inovação e impacto social, sempre tomando a pedagogia de Dom Bosco como um norte”, conclui o Pró-Reitor.

Fonte: Inspetoria Salesiana de São Paulo

21/01/2026

Acesse a Novena de Dom Bosco 2026 da ISJB

Entre os dias 22 e 30 de janeiro, a Inspetoria São João Bosco convida a vivenciarem a Novena de Dom Bosco, que em 2026 tem como tema “Dom Bosco: fundador da Família Salesiana”.

Neste ano, a Novena evidencia a riqueza e a diversidade da Família Salesiana, com atenção especial aos Salesianos Cooperadores. Fundado por Dom Bosco em 1876, esse grupo celebra 150 anos de história e, juntamente com outros 32 grupos da Família Salesiana, permanece comprometido com o legado do fundador: colaborar para a formação integral das juventudes.

Mais do que a repetição de preces, a Novena de Dom Bosco é um tempo especial de graça, que convida os fiéis a colocarem o coração em sintonia com Deus. De modo particular, a proposta desta Novena é meditar sobre o testemunho de fé e de vida de São João Bosco e São Francisco de Sales, referências centrais do carisma salesiano.

O subsídio da Novena foi preparado pela equipe da Pastoral Juvenil Salesiana da Inspetoria São João Bosco e está disponível para acesso. Para visualizar o material, clique aqui.

Atenta à diversidade e à riqueza das experiências religiosas vivenciadas nas presenças salesianas do Brasil, a Inspetoria também disponibilizou um mural digital, no qual cada pessoa e/ou grupo poderá compartilhar as experiências de oração vividas durante a Novena de Dom Bosco, por meio de fotos, vídeos e orações.

Fonte: Inspetoria São João Bosco

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